Investigado por estupro, tráfico de pessoas e suposta ligação com a rede de exploração sexual de Jeffrey Epstein, Daniel Siad morreu em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades francesas
A morte de Daniel Siad, de 69 anos, reacendeu as dúvidas em torno da rede de exploração sexual ligada ao financista norte-americano Jeffrey Epstein. O franco-argelino, investigado por suspeitas de estupro, tráfico de pessoas e apontado como um dos possíveis recrutadores de mulheres para o círculo de Epstein, foi encontrado morto na noite da última segunda-feira (21), dentro de sua residência, na cidade de Colombes, na região metropolitana de Paris.
O caso passou imediatamente a ser investigado pelo Ministério Público de Nanterre, que busca esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, as autoridades francesas não divulgaram a causa do óbito nem informaram se havia sinais de violência no local ou qualquer indício de participação de terceiros.
Daniel Siad trabalhava há anos no recrutamento de modelos e, segundo investigadores, teria atuado como intermediário na aproximação de mulheres de diferentes nacionalidades com pessoas ligadas ao esquema comandado por Jeffrey Epstein. Apesar das acusações, ele sempre negou qualquer envolvimento em crimes.
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O nome de Siad aparece em mais de mil documentos relacionados às investigações do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Entre os registros analisados pelas autoridades estariam mensagens que fariam referência ao envio de mulheres para Nova York, fato que reforçou as suspeitas de que ele poderia integrar uma rede internacional de aliciamento.
Os investigadores franceses tentavam definir qual teria sido a real participação de Siad na estrutura criminosa e se ele atuou diretamente no recrutamento e na exploração das vítimas. Ele também era alvo de apurações por suspeitas de estupro e tráfico de pessoas na França.

A morte ocorreu justamente antes de um interrogatório considerado fundamental para o avanço das investigações. O depoimento poderia esclarecer detalhes sobre sua suposta ligação com Jeffrey Epstein e ajudar a identificar outras pessoas que eventualmente participaram da rede de exploração sexual.

Foto: Reprodução
Agora, além das acusações que pesavam contra o investigado, a Justiça francesa também concentra esforços para esclarecer como ocorreu sua morte. Peritos devem realizar exames no corpo, analisar o imóvel onde ele foi encontrado e ouvir familiares, amigos e pessoas próximas para reconstruir as últimas horas de vida de Daniel Siad.
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Até o fechamento desta reportagem, as autoridades francesas não confirmaram a hipótese de homicídio nem divulgaram qualquer conclusão sobre o caso. A investigação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas nos próximos dias.