Ucraniana Maria Kovalchuk, de 21 anos, está se recuperando com a mãe, na Noruega
Uma modelo ucraniana encontrada gravemente ferida num canteiro de obras em Dubai (Emirados Árabes Unidos) em 9 de março revelou ter sido escalpelada antes de ser abandonada para morrer no local isolado após ser submetida, segundo denuncia, a tortura por várias horas. Maria Kovalchuk, de 21 anos, teve o couro cabeludo costurado novamente, conforme imagens inéditas mostradas por ela. A ucraniana exibe agora duas enormes cicatrizes no topo da cabeça.
Anna Kovakchuk , de 40 anos, a mãe de Maria, disse que o cabelo da filha "foi tosquiado com uma faca" antes de a modelo perder parte do couro cabeludo."Minha impressão é que foi feito assim, com uma faca, bem no rosto. Parecia que foi feito com uma faca, do centro da cabeça até o olho, e o cabelo foi cortado", comentou Anna ao programa de TV ucraniano "Hovoryt vsia kraina".
"Não está claro por que o cabelo foi cortado, porque não foi feito no hospital. As enfermeiras me disseram isso e confirmaram. Elas não teriam conseguido levantá-lo daquele jeito no hospital, porque havia um ferimento enorme na cabeça", acrescentou Anna, que geralmente se pronuncia pela filha, pois a vítima está com dificuldade de falar.
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Inicialmente, pensou-se que Maria teria participado de uma festa Porta Potty, onde magnatas do emirado pagariam milhares de dólares para atos sexuais extremos com mulheres jovens, envolvendo até escatologia. A modelo tinha as pernas e a coluna fraturadas, entre outros ferimentos, e estava incapaz de falar ao ser encontrada, após ficar oito dias desaparecida.
A ucraniana negou essa versão e relatou ter sido vítima de abusos de três jovens ricos russos, incluindo uma mulher. Ela identificou os "algozes" das agressões sofridas: Artyom Papazov, de 19 anos, Alexander Laptinsky, de 28, e Aleksandra Mertsalova, de 19.
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"Quando os jovens têm dinheiro e não têm limites, eles encontram um 'animal de estimação', alguém para atormentar", desabafou a mãe da modelo, de acordo com o jornal britânico "Daily Star". Anna, que vive na Noruega, disse ter tido acesso ao processo da polícia de Dubai sobre a filha, de onde constavam os nomes dos três russos investigados.
Maria está se recuperando na Noruega, mas tem memória da terrível experiência prejudicada após entrar em coma. Ela ainda não consegue andar sem a ajuda de muletas e não conseguiu sair de um esconderijo por medo de sua vida. Apesar das acusações, o "Daily Star" informou que os jovens russos foram investigados pela polícia de Dubai, mas não foram acusados. Em seus depoimentos, eles alegaram que tentaram encontrar e ajudar Maria e que ela mesma teria pedido para ir à festa.
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Fotos: Reprodução
"No dia seguinte, o caso foi encerrado, eles foram liberados. E o caso foi encerrado", revelou Anna. Maria contou ter viajado a Dubai para produzir conteúdo adulto para o OnlyFans e que deveria seguir para a Tailândia, mas perdeu o voo.
A ucraniana se lembrou de ter visto um jovem no saguão do hotel Five Jumeirah Village, que ela já havia conhecido em um bar de karaokê. Maria disse que o homem se ofereceu para deixá-la ficar em seu quarto, alegando que seu pai poderia levá-la para a Tailândia em um jato particular. Ela concordou, na esperança de conseguir um voo gratuito, mas as coisas tomaram um rumo sombrio quando ela foi a uma festa no quarto do jovem com os filhos de ricos empresários russos e ucranianos.
"Eles começaram a me provocar, dizendo que eu não estava bebendo. Depois, começaram a me dar uns empurrões agressivos, empurrões nos ombros", recordou Maria à jornalista Ksenia Sobchak.
"Depois disso, começaram a zombar de mim, com um deles dizendo: 'Você pertence a nós, faremos o que quisermos'. Tentei levar na brincadeira, porque era muito estranho. Eles começaram a se comportar de forma inadequada, quebrando garrafas no chão", emendou a modelo."O chão inteiro estava coberto de cacos de vidro, ou seja, era impossível andar por ali. Então, eles começaram a me intimidar, quebrando cacos de vidro. Depois disso, levaram meus pertences pessoais, incluindo meu passaporte. E uma das meninas vestiu as minhas roupas e simplesmente saiu com elas, embora eu já tivesse pedido a ela para não fazer isso e deixar minhas coisas. Ou seja, ninguém me ouviu, e ela simplesmente saiu do hotel com o meu vestido."
Em seguida, Maria relatou que os jovens fizeram investidas sexuais, rechaçadas por ela, o que os deixou exaltados. Após ser agredida, a ucraniana tentou fugir, mas "os jovens a arrastaram de volta para o quarto". "Quando eles saíram para a varanda", Maria escapou e se escondeu em um canteiro de obras próximo. No entanto, os homens, "completamente descontrolados", encontraram-na no canteiro de obras e a agrediram.
"Eles praticamente arrancaram a pele do seu couro cabeludo e a jogaram de um parapeito na rua", afirmou a reportagem. "Eu fugi. Aí, já na rua, quando eu estava lá, não os vi mais, mas sabia que eles estavam vindo. Corri para o prédio mais próximo, assustada, e entrei correndo, me escondi lá. Era apenas um prédio inacabado, aberto." Maria não se lembra da violência em si que levou aos seus ferimentos, e as imagens do circuito interno de TV foram apagadas, disse ela, que já passou por nove cirurgias desde que foi encontrada no canteiro de obras.
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"Provavelmente, houve uma pancada na cabeça, eu suponho. Acho que talvez eu tenha sido jogada. Ou foi uma surra. Os ferimentos pareciam ser de uma surra ou de uma queda. A próxima cena de que me lembro é eu pedindo ajuda a um carro que passava, que já havia parado e chamado uma ambulância e a polícia. Três meses se passaram. A polícia esperou até que as câmeras fossem apagadas automaticamente após esse período. Então agora não há provas", lamentou ela.
Fonte: R7