Revisão científica une estudos que investigam o papel da molécula na energia celular e na proteção contra doenças como Alzheimer e Parkinson
Uma molécula que já existe naturalmente no corpo humano virou alvo de atenção da ciência e pode ter papel importante no envelhecimento e na prevenção de doenças graves. Trata-se do NAD+, que agora aparece como possível peça-chave para manter o organismo funcionando melhor com o passar dos anos.
O alerta vem de uma revisão científica publicada na revista Nature Aging, que reuniu pesquisas recentes conduzidas por cientistas da Universidade de Oslo, do Hospital Universitário de Akershus e outras instituições internacionais. Ao todo, mais de 25 pesquisadores participaram do estudo.
O NAD+ tem funções essenciais no organismo. Ele atua na produção de energia das células, no reparo do DNA e na manutenção do funcionamento celular. O problema é que, com o envelhecimento, os níveis dessa substância diminuem, o que pode estar ligado à perda de força muscular, falhas de memória e aumento do risco de doenças.
Veja também

Passo Fundo testa biocombustível 100% renovável para reduzir poluição e dependência do diesel
Robô soldado dos EUA: Phantom MK1 combina humanoide e IA com apoio de Eric Trump
Os cientistas vêm estudando formas de aumentar os níveis dessa molécula no corpo. Uma das estratégias envolve substâncias derivadas de vitaminas, como o ribosídeo de nicotinamida e o mononucleotídeo de nicotinamida, que funcionam como “combustível” para a produção do NAD+.
Os primeiros resultados apontam possíveis benefícios, como melhora na memória, mobilidade e saúde metabólica. Mesmo assim, os próprios pesquisadores fazem um alerta: ainda faltam estudos maiores e de longo prazo para confirmar esses efeitos. Outro desafio é entender qual seria a dose ideal e como cada organismo reage a esse tipo de intervenção. Nem todo mundo responde da mesma forma, e o que funciona em laboratório nem sempre se repete em humanos.
O interesse pelo tema só cresce, impulsionado tanto por pesquisas quanto pelo mercado de suplementos que prometem retardar o envelhecimento. Enquanto isso, ensaios clínicos seguem em andamento em vários países tentando responder a pergunta que muita gente quer saber: dá mesmo para envelhecer melhor aumentando o NAD+?
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Por enquanto, a resposta ainda não é definitiva. Mas os cientistas acreditam que, com mais estudos, será possível entender se essa molécula pode ajudar a prevenir doenças como Alzheimer e Parkinson e mudar a forma como lidamos com o envelhecimento.