Em depoimento no 9º dia do júri, mãe de Henry Borel afirmou que foi dopada pelo ex-vereador e relatou episódios de agressão contra o filho
Durante seu interrogatório no julgamento do caso Henry Borel, Monique Medeiros afirmou acreditar que o ex-vereador Jairinho foi o responsável pela morte do filho. A declaração marcou uma mudança importante em relação à postura adotada por ela ao longo das investigações.
Ao responder às perguntas no Tribunal do Júri, Monique declarou que passou a acreditar que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho e afirmou: "Creio que foi ele". A ré também relatou que não presenciou as agressões que teriam causado a morte da criança, mas disse ter chegado a essa conclusão após analisar as provas apresentadas no processo.
O julgamento apura a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. A acusação sustenta que a criança foi submetida a agressões físicas recorrentes antes de morrer. Monique e Jairinho respondem pelo caso perante o Tribunal do Júri.
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Durante o depoimento, Monique também afirmou que foi manipulada emocionalmente por Jairinho durante o relacionamento e que, à época dos fatos, acreditava nas explicações apresentadas por ele para os ferimentos observados em Henry.

Foto: Reprodução
A defesa de Jairinho nega as acusações e sustenta que não há provas que demonstrem sua responsabilidade pela morte da criança. O ex-vereador acompanha o julgamento e mantém a versão de inocência.
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O caso teve grande repercussão nacional e resultou na criação da Lei Henry Borel, que ampliou mecanismos de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. O julgamento segue com depoimentos, debates entre acusação e defesa e, posteriormente, a decisão dos jurados.