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Monitorando secas e incêndios florestais: como o uso de imagens de satélite ajuda no controle de mudanças ambientais
Foto: Reprodução

As transformações do meio ambiente são um tema frequente em qualquer noticiário. Afinal, é impressionante o seu impacto sobre a vida no nosso planeta. No entanto, fazem ainda mais parte do dia a dia de equipes profissionais de empresas e instituições no Brasil e em outros países.

 

Afinal, fenômenos como secas e queimadas, sejam eles provocados pela ação humana ou por processos naturais, trazem a necessidade de monitoramento contínuo, de maneira a mitigar seus efeitos sobre ecossistemas e comunidades vulneráveis, antecipando-se sempre que possível às ocorrências mais extremas.

 

Serviços de imagens satélite ao vivo como o do EOSDA LandViewer fornecem informações em tempo real para o monitoramento de cobertura de vegetação, focos de queimadas e umidade do solo e assim por diante. Portanto, estão no topo de prioridades de quem atua em uma área tão sensível.

 

Por que o monitoramento por satélite se tornou indispensável?

Fenômenos ligados às mudanças climáticas vêm se tornando frequentes. E eles têm impactado bastante a vida das pessoas em todo o mundo.

 

As secas devem forçar 216 milhões de pessoas a migrar para outros países até 2050, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). E esse é apenas um exemplo do tipo de problema em enorme escala que deve continuar aparecendo.

 

Um satélite em tempo real ao vivo permite acompanhar vastas áreas da superfície terrestre de maneira contínua, algo impossível apenas com monitoramento terrestre. Graças a sensores ópticos, térmicos e de radar, é possível identificar:

- Focos de calor ativos;

- O nível de umidade do solo;

- Alterações na vegetação;

- Cicatrizes de incêndios;

- Degradação causada pela seca;

- Outras informações relevantes.

 

Graças à sua combinação de um campo de visão amplo e atualizações constantes, essa tecnologia faz uma entrega mais que valiosa: imagem de satélite tempo real ou com atraso de poucas horas — isso depende, claro, da frota de satélites utilizada.

 

Então, não é difícil entender o efeito objetivo. Por exemplo, o impacto de secas e incêndios florestais pode ser detectado de maneira bastante rápida. E, com isso, evita-se perdas ambientais, sociais e econômicas ainda maiores.

 

Exemplos de uso de imagens em tempo real de satélites

 

As plataformas de visualização e análise disponibilizam imagens de satélite da Terra ao vivo, com filtros inteligentes e dados multiespectrais que ampliam a capacidade de análise. Os tipos de uso, como vimos, são variados. No entanto, destacam-se algumas aplicações em particular.

 

Análise de séries temporais

Uma imagem real da terra permite comparar diferentes períodos, identificando tendências. Por exemplo, é capaz de registrar o avanço ou retração de áreas queimadas, mudanças na densidade da vegetação ou a evolução de períodos de seca.

 

Essa abordagem histórica é essencial para prever riscos em uma área em particular. Por isso, pode servir como ponto de apoio para políticas de prevenção.

 

Índices de vegetação como o NDVI

O Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) é usado para avaliar a saúde das plantas. E a leitura dos dados, nesse caso, cumpre um papel fundamental.

 

Em regiões afetadas pela seca, o NDVI costuma ser mais baixo. Afinal, ele revela quando há uma queda na atividade fotossintética. Já em áreas previamente impactadas por queimadas, o índice ajuda na medição do ritmo de regeneração da vegetação.

 

Sensores térmicos e detecção de focos de calor

Satélites equipados com sensores térmicos conseguem localizar incêndios ainda em fase inicial. Aliás, plataformas como o LandViewer permitem visualizar essas informações praticamente em tempo real, auxiliando forças dos bombeiros e da defesa civil em ações rápidas. E sabemos que, nesse tipo de situação, a rapidez é um fator que pode reduzir drasticamente a área destruída.

 

Casos reais

 

O monitoramento via satélite foi determinante durante diversos eventos recentes. Por exemplo, a Agência Espacial Europeia (ESA) empregou dados de satélite para acompanhar os desdobramentos da seca severa de 2022, mapeando a redução da umidade do solo.

 

Nesse caso, os mapas do norte da Itália, por exemplo, mostraram o quanto o verão foi seco na comparação com o de dois anos antes. Também serviram para que se alcançasse uma avaliação mais detalhada da disponibilidade de água na região.

 

Em escala global, segundo a Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UNDRR), entre 2008 e 2017, as secas afetaram pelo menos 1,5 bilhão de pessoas. As perdas teriam chegado a US$ 125 bilhões.

 

Nesses casos, as imagens em alta resolução, especialmente quando combinadas com índices de vegetação e mapas termais, foram capazes de oferecer um retrato fiel das transformações ambientais. Com isso, ajudaram as autoridades a planejar ações de recuperação e mitigação.

 

As informações geradas a partir de uma imagem real da Terra captada por satélites são usadas para:

- Sistemas de alerta precoce;

- Planejamento agrícola;

- Gestão hídrica;

- Conservação da biodiversidade;

- Avaliação de danos pós-desastre;

- Restauração de áreas degradadas.

 

Ao integrar esses dados com modelos climáticos e análises locais, governos e organizações obtêm diagnósticos mais precisos e tomam decisões mais eficientes. Então, fica claro por que essas ferramentas se consagraram em iniciativas que buscam entender e enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro.

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