Pais de alunos da Escola Municipal Nilson Vinhote afirmam que o ano letivo já começou há semanas e, mesmo assim, as crianças continuam sem receber merenda escolar.
A denúncia foi feita pela moradora Andrea Vitorino, mãe de aluno, que gravou um vídeo relatando a indignação das famílias.
Segundo ela, já estamos na segunda semana de março e até agora os estudantes não receberam nenhuma alimentação dentro da escola, algo que revolta a comunidade, principalmente porque em muitas famílias a merenda escolar representa uma das principais refeições do dia.
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A denúncia do Axinim não surge de forma isolada. Nos últimos meses, a educação do município de Borba tem sido alvo constante de denúncias e reportagens que apontam problemas graves na gestão dos recursos públicos.
Uma dessas reportagens revelou que o município recebeu mais de R$ 39 milhões do Fundeb apenas em 2025, verba destinada exclusivamente à educação. Mesmo com esses recursos milionários, estudantes chegaram a denunciar o recebimento de merenda escolar vencida em escolas do município.
A situação gerou grande revolta porque alimentos fora do prazo de validade podem causar intoxicação alimentar, diarreia e outros problemas de saúde, colocando em risco justamente quem deveria ser protegido: as crianças.
Outro escândalo envolvendo a educação municipal também veio à tona em investigações que apontaram contratos ligados ao transporte escolar que teriam beneficiado familiares do presidente da comissão de licitação da prefeitura, com valores que ultrapassam *R$ 8 milhões*, levantando suspeitas de favorecimento e possíveis irregularidades administrativas.
Enquanto contratos milionários circulam dentro da estrutura administrativa, moradores da zona rural afirmam enfrentar ônibus precários, atrasos constantes e dificuldades para que os estudantes consigam chegar às escolas.
Além disso, outra denúncia aponta que o Tribunal de Contas do Amazonas chegou a admitir uma representação questionando a movimentação de milhões de reais do Fundeb pela gestão municipal, com suspeitas sobre o destino de parte desses recursos. O caso levantou ainda mais questionamentos porque, mesmo com repasses milionários destinados à educação, a realidade enfrentada por estudantes do interior do município continua marcada por problemas básicos: falta de merenda, estrutura precária e dificuldade de acesso ao ensino.
Dentro desse contexto, a denúncia da comunidade do Axinim acende mais um alerta. Segundo pais de alunos, além da falta de merenda escolar, estudantes da zona rural também estariam sendo obrigados a comprar o próprio fardamento, ao custo aproximado de *R$ 100*, já que o uniforme não teria sido entregue nem em 2025 nem neste ano.
Para muitas famílias da comunidade, que vivem com renda limitada e dependem da economia rural, o valor pesa no orçamento e aumenta ainda mais o sentimento de abandono por parte do poder público.
Diante de tantas denúncias, cresce a pressão sobre a gestão do prefeito Toco Santana.
Moradores cobram explicações claras sobre como um município que recebe milhões de reais destinados à educação ainda permite que estudantes enfrentem situações como falta de merenda e dificuldades para ter acesso ao básico dentro da escola.
Para pais e responsáveis, a situação ultrapassa o campo político e entra em um ponto muito mais sensível: o futuro das crianças de Borba.
Na comunidade do Axinim, o sentimento entre as famílias é de revolta e desespero. Pais afirmam que não querem luxo nem promessas, apenas o mínimo: alimentação para os estudantes, uniforme digno e respeito com quem vive nas comunidades mais afastadas do município.
Enquanto respostas não aparecem, o que cresce entre os moradores é a sensação de que a educação — que deveria ser prioridade absoluta — está sendo tratada com descaso.
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