Número de mortos no município já supera os 60
Sobreviventes das chuvas extremas que atingiram Juiz de Fora (MG) afirmam que os sistemas de aviso à população como mensagens e sinais sonoros destinados a alertar sobre o risco de deslizamentos e enchentes não funcionaram adequadamente antes dos desastres registrados na última semana.
As fortes precipitações que atingiram a Zona da Mata mineira provocaram inundações, deslizamentos e quedas de barreiras em bairros como o Jardim Parque Burnier, resultando em mais de 60 mortes e milhares de pessoas desalojadas e desabrigadas.
Segundo relatos de moradores que conseguiram escapar dos deslizamentos, não houve avisos prévios claros sobre o perigo iminente, e muitos só perceberam o risco quando a água e a lama começaram a descer pelas encostas ao redor de suas casas.
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Especialistas em geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora dizem que, apesar de existirem mapas de risco e um sistema considerado estruturado, ficou evidente a necessidade de melhorar a comunicação, os planos de contingência e a orientação à população sobre rotas de fuga e locais seguros.
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Autoridades municipais afirmam que há um sistema de alertas por mensagens de celular e que a ausência de sirenes se deve às características do terreno. No entanto, sobreviventes insistem que faltou aviso eficaz e uma estratégia clara de evacuação, o que poderia ter reduzido o número de vítimas.