STF dá prazo de 48 horas para PGR e defesa do ex-presidente se posicionarem em investigação sobre pistola apreendida com segurança em operação no DF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1º) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste novamente sobre a apreensão de uma arma de fogo ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Moraes também deu prazo de 48 horas para que a PGR e a defesa do ex-presidente apresentem novas considerações sobre o caso envolvendo uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador sobressalente, encontrados com um segurança de Bolsonaro durante abordagem policial no Distrito Federal.
A nova determinação ocorre após a entrega do relatório final da Polícia Civil do DF, que concluiu a investigação sobre possível irregularidade no transporte da arma. Segundo o documento, o ex-presidente não teria cometido crime ao manter a arma registrada em sua residência, mesmo estando em prisão domiciliar, e o indiciamento foi direcionado apenas ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, responsável por transportar o armamento.
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Em decisão anterior, Moraes já havia solicitado manifestação da PGR. Em resposta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ainda não identificava elementos suficientes para caracterizar falta grave, destacando que o caso ainda estava em fase inicial de apuração.
O episódio teve início no dia 15, quando policiais militares do Distrito Federal apreenderam a pistola e o carregador durante uma blitz em Taguatinga. O militar abordado afirmou que o armamento pertencia a Bolsonaro e que estaria sendo levado para manutenção.
Após a repercussão, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que o veículo e o militar envolvidos não fazem parte de sua estrutura de segurança oficial.
Em depoimento à Polícia Civil, o sargento afirmou que a arma havia sido retirada da residência do ex-presidente no mesmo dia e seria devolvida posteriormente após reparos.
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A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma é de propriedade do ex-presidente, argumentando que ela está registrada e que não havia ordem judicial para apreensão. Segundo os advogados, o armamento deveria permanecer no endereço onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.