O pianista Tomás Improta
Morreu neste domingo, aos 77 anos, o pianista carioca Tomás Improta, considerado um dos músicos mais criativos da música popular brasileira. Além de pianista, ele atuou como arranjador, compositor e professor. O artista enfrentava um câncer na garganta.
O velório será realizado nesta segunda-feira, a partir das 11h, no Crematório da Penitência, no Caju, Zona Norte do Rio. Improta deixou uma trajetória marcada pela música instrumental, pelo jazz, pela bossa nova e também pela dedicação ao ensino.
Filho do pianista e crítico de música clássica Eurico Nogueira França e da pianista erudita Ivy Improta, Tomás começou a tocar piano aos cinco anos. Mesmo sem aulas formais, venceu o Concurso de Iniciação Musical do Conservatório Brasileiro de Música e recebeu uma bolsa de estudos.
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Na década de 1960, passou a se interessar por jazz e bossa nova e participou de grupos instrumentais. Também atuou como professor de piano e jornalista. A carreira profissional começou em 1970, em casas noturnas e teatros. Em 1980, foi escolhido pelo Jornal da Música como o melhor tecladista do país.
Improta também trabalhou no cinema e na televisão. Criou a trilha sonora do filme “Bar Esperança” e participou das trilhas das novelas “Kananga do Japão”, da TV Manchete, e “Vila Madalena”, da TV Globo. Também esteve em projetos como “Doces Bárbaros” e “Bahia de todos os sambas”, realizado em Roma.
A partir dos anos 1990, o músico ampliou sua atuação como educador e criou a escola de música Cenário, em Botafogo. No mesmo período, iniciou uma importante fase como artista solo, lançando álbuns como “Tear”, “Bartok jazz”, “Certas mulheres” e “Dorival – Tomás Improta interpreta Dorival Caymmi”.
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Além da música, Tomás Improta deixou contribuições para o ensino com os livros “Curso de Harmonia Popular” e “Aprendendo a ler música”, obra em que apresentou métodos para o aprendizado do teclado e mais de cem composições inéditas de sua autoria.