Uma das fundadoras do Museu de Arte Moderna de Medellín (MAM), a pintora colombiana Beatriz González morreu na sexta-feira (9), aos 93 anos, em Bogotá. A causa da morte não foi revelada. Atualmente, a artista tem obras em exposição na mostra “Beatriz González: a imagem em trânsito” , que vai até o dia 1ºde fevereiro e revisita os 60 anos de carreira da colombiana.
González tornou-se uma das artistas mais populares de seu país, misturando poesia e crítica social em seus trabalhos, que criticavam a cultura de massa. No comunicado sobre a morte no X, o MAMM lembrou que ela foi uma "figura central na construção da modernidade crítica na América Latina”.
O museu acrescentou que a artista fez parte do grupo de intelectuais, artistas e empresários que impulsionou sua criação, nos anos 1970. “Sua abordagem, definida por ela mesma como um “Pop de província”, desafiou as hierarquias da arte acadêmica ao integrar a estética popular”, ressaltou a instituição.
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No Instagram, a Pinacoteca de São Paulo lembrou que González foi exposta no Brasil pela primeira vez na 11ª Bienal de São Paulo, em 1971. A exposição da Pinacoteca que vai até o fim deste mês reúne mais de 100 trabalhos em sete salas do edifício Pina Luz.
Também historiadora e crítica de arte, González estudou na Universidade dos Andes, em Bogotá, onde entrou em contato com trabalhos de Fernando Botero, que influenciaram o início de sua carreira. Depois de se formar, começou a participar de exposições em espaços como o Museu de Arte Moderna de Bogotá e o Museu La Tertulia, em Cali. A fama veio com "Os Suicídios de Sisga", pintura de 1965 que retratou um casal que se matou em um reservatório perto de Bogotá, a partir de uma fotografia publicada em uma reportagem.
A partir daí, González passou a abordar os problemas de seu país, recorrendo novamente muitas vezes ao fotojornalismo como ponto inicial de suas obras. Apesar disso, a artista sempre disse que não fazia uma obra política. "Um artista se engaja com a realidade quando sente que sua obra pode servir como uma reflexão histórica. Como alguém disse, a arte conta o que a história não consegue”, afirmou ao espanhol El País em 2018.
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Apesar de rejeitar essa classificação, em 2009, González apresentou a intervenção "Auras Anônimas", feita em em cerca de 10 mil lápides no Cemitério Central de Bogotá onde estavam restos mortais de pessoas não identificadas e mortas em conflitos armados na Colômbia. A intervenção apresentava sombras dos carregadores de caixões ao lado da frase “A vida é sagrada”.
Fonte: O Globo