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Morre Marcelo VIP, golpista que inspirou filme estrelado por Wagner Moura
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Palestrante e escritor, ele tinha 49 anos e morreu em Curitiba

Morreu nesta terça-feira Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido nacionalmente como Marcelo VIP e apontado como um dos maiores golpistas do Brasil. Palestrante e escritor nos últimos anos, ele tinha 49 anos e faleceu em Curitiba (PR). Rocha morou em Cuiabá e cumpriu parte de suas penas na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

A notoriedade de Marcelo VIP se consolidou após um golpe em 2001. Durante uma festa no Recife (PE), ele se passou por Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, concedendo entrevistas a programas de celebridades como se fosse o empresário. A audácia chamou atenção nacional e internacional.

 

A história de seus golpes, fugas e prisões inspirou o filme "VIPs - Histórias reais de um mentiroso", estrelado por Wagner Moura e lançado em 2011. Na época das filmagens, Marcelo estava preso na PCE, onde permaneceu por quatro anos até progredir de regime em 2014. Como não havia unidade disponível para o semiaberto, passou a cumprir pena em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

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Em 2018, porém, ele voltou a ser preso sob acusação de forjar documentos para conseguir progressão de regime. Ao longo da vida, acumulou condenações por associação ao tráfico, roubo de avião, estelionato e falsidade ideológica. Foi preso ao menos 12 vezes e protagonizou seis fugas do sistema prisional. Após deixar a cadeia pela última vez, Rocha buscou reescrever sua trajetória e passou a atuar como palestrante e escritor.

 

FILME PREMIADO

 

Lançado em 2010, o filme teve 600 mil espectadores e ganhou quatro prêmios no Festival do Rio, entre melhor filme, melhor ator (Wagner Moura), melhor ator coadjuvante (Jorge D'Elía) e melhor atriz coadjuvante (Gisele Fróes).

 

Na época do lançamento do filme, Wagner Moura comentou sobre o personagem em entrevista ao GLOBO e sua juventude:

 

- Eu era problemático que nem o Marcelo do filme, só que sem ser tão emo. Passava por muitos conflitos internos, ouvia The Cure, Joy Division e todo esse rock inglês triste. Eu era meio sozinho. Na escola, me chamavam de OVNI.

 

No filme, Wagner encarna o impostor que se fez passar por executivo de multinacional, piloto de avião e até chefe do tráfico. O ator, aliás, contou na época que ainda ttinha outro aspecto em comum com o personagem: adora aviação. Foi ele próprio quem pilotou a aeronave que aparece em diversas cenas do longa.

 

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- Quando assisti a "Top Gun" fiquei com vontade de ser piloto. Na verdade, queria ser o Tom Cruise. Meu pai chegou a me levar em uma escola de cadetes para eu conhecer.

 

Fonte: G1

 

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