Familiares de jovens mortos em intervenções da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal realizaram a manifestação de protesto no início desta semana
Familiares de três jovens mortos durante ações de agentes de segurança realizaram uma manifestação em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Sul de Manaus, denunciando o que classificam como abordagens policiais abusivas, marcadas por violência e uso desproporcional da força.
Com faixas, cartazes e pedidos de Justiça, participaram do protesto parentes de Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, Bruno Girão e João Paulo. Os três morreram em ocorrências distintas envolvendo intervenções de policiais militares e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM).
O caso mais recente é o de Carlos André, morto a tiros durante uma abordagem no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. O principal acusado é o sargento da Polícia Militar Belmiro Wellington Costa Xavier, que responde pelo caso e foi colocado em liberdade recentemente, decisão que provocou revolta entre os familiares da vítima.
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Segundo os familiares, a manifestação ocorreu de forma pacífica e teve como principal objetivo chamar a atenção das autoridades do Poder Judiciário para que os casos sejam julgados e haja responsabilização dos agentes envolvidos nas abordagens que terminaram com a morte dos três jovens.
Ainda de acordo com as famílias, que afirmam permanecer abaladas pela perda dos filhos, há um sentimento de indignação com a demora na tramitação dos processos. Nos três casos, eles reclamam da morosidade da Justiça, destacando que, passados vários meses das ocorrências, os acusados seguem sem condenação.
Os parentes também afirmam que a maior revolta é ver os agentes apontados como responsáveis pelas mortes continuarem exercendo normalmente suas funções, como se, segundo eles, nada tivesse acontecido.
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Família do jovem morto a tiros no bairro Alvorada afirma que o
crime foi cometido com requintes de covardia
(Fotos: Divulgação)
As mães de Carlos André, Bruno Girão e João Paulo afirmaram que não permitirão que as mortes dos filhos caiam no esquecimento e garantiram que continuarão cobrando justiça.
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Durante a manifestação, elas reafirmaram que os três jovens não eram criminosos e nunca tiveram passagem pela polícia. Segundo as famílias, a luta só será encerrada quando os agentes de segurança apontados como responsáveis pelos casos forem julgados, condenados e presos, conforme determina a lei, caso seja comprovada a responsabilidade penal de cada um.