Pesquisa publicada na revista científica Nature Medicine prevê 522 mil mortes anuais e mais de 1 milhão de novos casos da doença até 2050. No Brasil, levantamento identificou cerca de 26,5 mil casos e 10,9 mil mortes em 2023
O número de mortes provocadas pelo câncer do colo do útero pode aumentar quase 40% em diferentes partes do mundo até 2050, segundo projeções citadas em reportagem publicada nesta segunda-feira (2). O cenário reforça a preocupação com a doença, que continua afetando milhares de mulheres, principalmente em países com dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
O câncer do colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente por tipos de alto risco do papilomavírus humano (HPV). Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida por meio da vacinação e do rastreamento, muitas mulheres ainda enfrentam obstáculos para realizar exames, receber o diagnóstico e iniciar o tratamento em tempo adequado.
As desigualdades são especialmente preocupantes em países de baixa e média renda, onde a cobertura vacinal e os programas de prevenção nem sempre alcançam toda a população. A falta de estrutura para exames e tratamento também contribui para que casos sejam identificados em fases mais avançadas.
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Entre as principais medidas para reduzir o número de mortes estão a vacinação contra o HPV, a realização periódica de exames de rastreamento e o acesso rápido ao acompanhamento médico. A Organização Mundial da Saúde estabeleceu metas para ampliar a vacinação de meninas, o rastreamento de mulheres e o tratamento de pacientes com lesões pré-cancerosas ou tumores.
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Os pesquisadores destacam que ampliar essas estratégias será fundamental para evitar milhares de mortes nas próximas décadas. Embora as projeções apontem um possível agravamento do cenário, o câncer do colo do útero pode ser prevenido e tratado, especialmente quando identificado precocemente.