O número de mortes por malária na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, teve uma queda expressiva em 2025. De acordo com o Ministério da Saúde, a redução foi de cerca de 80% na comparação com o cenário registrado no início de 2023, quando foi decretada emergência sanitária na região.
Os dados fazem parte de um novo balanço divulgado pelo governo, que aponta avanço nas ações de saúde após a crise humanitária enfrentada pelos indígenas, agravada pela presença de garimpeiros ilegais no território.
Além da queda nas mortes, houve aumento significativo na realização de exames para detectar a doença. O número de testes cresceu mais de 70%, o que ajudou a identificar e tratar os casos com mais rapidez.
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O relatório também mostra melhora em outros indicadores de saúde. As mortes por desnutrição caíram mais de 50%, enquanto o percentual de crianças com peso adequado aumentou. Já o acompanhamento de menores de idade nas aldeias também foi ampliado.
Na área de vacinação, o avanço também foi relevante. O número de doses aplicadas subiu cerca de 40%, e a cobertura vacinal entre crianças mais que dobrou em alguns grupos.
Outro destaque foi o reforço no atendimento médico. Desde o início da emergência, o número de profissionais de saúde atuando na região mais que triplicou, ampliando o acesso dos indígenas a serviços básicos e especializados.
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Segundo o governo, os resultados refletem o aumento da presença do Estado na região e o fortalecimento das ações de assistência, com foco na redução de mortes evitáveis e na melhoria das condições de saúde da população Yanomami.