Número de resgates oficiais caiu drasticamente nos últimos três dias, segundo o governo, de 5.380 pessoas salvas nos dois primeiros dias após os terremotos para apenas quatro pessoas encontradas vivas na segunda-feira (29) pelas autoridades
O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.295, segundo balanço divulgado pelo governo nesta quarta-feira (1º). Além das vítimas fatais, mais de 11 mil pessoas ficaram feridas, enquanto milhares seguem desabrigadas em meio ao avanço da crise humanitária no país.
De acordo com autoridades venezuelanas, 12.841 pessoas foram diretamente afetadas pelos tremores registrados em 24 de junho. O novo levantamento mostra aumento expressivo em relação ao balanço anterior, que contabilizava 1.943 mortes e 10.571 feridos.
Especialistas, no entanto, alertam para a possibilidade de subnotificação. Corpos continuam sendo retirados diariamente dos escombros, enquanto necrotérios enfrentam dificuldades para lidar com a alta demanda.
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As operações de resgate também perderam força nos últimos dias. Segundo o governo, após 5.380 pessoas terem sido salvas nas primeiras 48 horas, apenas quatro sobreviventes foram encontrados com vida na segunda-feira (29). Na terça-feira, uma criança resgatada após passar seis dias sob os destroços de um edifício foi o único caso registrado.
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Foto: Miguel Medina/Pool Photo via AP
Enquanto as chances de encontrar sobreviventes diminuem, cresce a preocupação com a situação dos desabrigados. Agências da ONU estimam que o desastre gerou cerca de 1,2 milhão de toneladas de entulho, agravando as condições de moradia e dificultando o acesso a serviços essenciais.
O sistema de saúde venezuelano, já fragilizado por anos de crise econômica e falta de investimentos, opera sob forte pressão. Hospitais danificados, escassez de profissionais e aumento de doenças infecciosas preocupam organismos internacionais.
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Foto: Matias Delacroix/AP Photo
Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao menos 38 hospitais sofreram danos estruturais, e parte das unidades já não consegue operar normalmente. A falta de saneamento básico e de itens de higiene também eleva o risco de surtos de doenças como dengue, malária, febre amarela e sarampo.
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