A luta contra feras era um dos esportes mais praticados na Roma Antiga. No entanto, o papel da mulher na disputa ainda é pouco conhecido
A luta entre animais e humanos era um dos esportes praticados na Roma Antiga. Quando a prática é retratada em filmes e livros, normalmente os homens são os responsáveis por enfrentar as feras. No entanto, segundo um novo estudo, a atividade não era feita apenas pelo público masculino: mulheres também entravam na arena para guerrear com os bichos.
A evidência vem de um mosaico datado do século 3, que retrata um ser humano seminu com seios proeminentes brigando com um leopardo. De acordo com o pesquisador Alfonso Manas, a arte representa uma mulher romana que lutava contra feras.
Trabalhos anteriores sobre o mosaico apontavam que a figura feminina era apenas uma agitadora dos animais, chicoteando-os para incitá-los. A descoberta de Manas, da Universidade da Califórnia, é a primeira evidência do envolvimento de mulheres romanas na luta contra feras, publicada no The International Journal of the History of Sport em 22 de março de 2026.
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EVIDÊNCIAS DA MULHER LUTADORA
O mosaico foi encontrado em Reims, na França, e os detalhes foram analisados por Manas. As peças foram dispostas para evidenciar os seios da mulher seminua, diferenciando sua anatomia da masculina, já que outras características femininas, como penteado ou traços faciais, poderiam ser confundidas com as de um homem ou menino.
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Mosaico encontrado em 1860 em Reims,
na França (Foto: Reprodução)
A mulher segura um chicote em uma mão e o pomode uma arma na outra, mostrando que não era uma prisioneira indefesa, mas sim uma lutadora armada e treinada.
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O achado é essencial para compreender melhor o papel das mulheres nas sociedades antigas e desafiar estereótipos retratados em filmes e livros históricos.