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Motorista que atropelou corredores e disse que 'não daria em nada' é solta pela Justiça sem fiança
Foto: Reprodução/Internet

Vítimas foram atropeladas por motorista embriagada

A propagandista médica Jully Gabriella Passos Mota, de 26 anos, presa por atropelar corredores de rua foi solta pela Justiça neste domingo (30) na audiência de custódia sem pagar fiança. O caso aconteceu no sábado (29), quatro corredores ficaram feridos, ela tentou fugir e chegou a ironizar a situação dizendo que "não daria em nada".

 

A decisão pela soltura de Jully foi da juíza Noêmia Cardoso Leite de Sousa, da comarca de Boa Vista. Ela entendeu que a "aplicação de medidas cautelares diversas da prisão seriam suficientes para evitar a prática de outras infrações penais". O g1 tenta contato com a defesa de Jully.

 

Os corredores feridos são da equipe Runners Team. Ficaram feridos um metalúrgico de 49 anos e sua esposa, uma empresária de 25, além de outro casal, de 42 e 38 anos. O atropelamento foi por volta das 4h40 durante um treino coletivo com cerca de 30 atletas.

 

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Nota de repúdio da Runners Team — Foto: Reprodução

 

O estado do metalúrgico é o mais grave. Ele sofreu um traumatismo craniano e está em estado ainda grave no Hospital Geral de Roraima (HGR), passou por cirurgia e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A esposa teve ferimentos leves e foi liberada.

 

O outro casal sofreu fraturas nas pernas e ferimentos na cabeça. A mulher quebrou a perna direita e bateu a cabeça, enquanto o marido também fraturou a perna e teve uma lesão na cabeça. Ambos estão internados no setor de ortopedia do HGR.

 

A juiza também levou em consideração para soltar Jully o fato dela não ter antecedentes criminais e possuir casa e trabalho fixo.

 

"O relato de todas as vítimas é uníssono no sentido de que a flagranteada foi a responsável pelo atropelamento de três corredores, e que a infratora estava em visível estado de embriaguez. Ainda, relataram que não escutaram som de frenagem antes ou após o impacto, bem como, ao descer do veículo, a condutora não demonstrou surpresa ou solidariedade com a situação, tentando se evadir logo em seguida. Afirmaram que após ser impedida de fugir, a flagranteada, ainda, disse, com ironia, que 'não daria em nada', e 'aguardaria o pagamento da fiança para ser liberada'", destacou a juíza na decisão que a liberou Jully.

 

A decisão da juíza se baseou no princípio de que a "prisão anterior à sentença condenatória é medida de exceção, devendo ser mantida ou decretada apenas quando evidente a sua necessidade ou imprescindibilidade". Foram impostas medidas cautelares à jovem, sendo elas:

 

Comparecimento mensal em juízo;
Comunicar qualquer mudança de endereço;
Não se ausentar da Comarca por mais de 8 (oito) dias sem comunicar ao Juízo;
Não frequentar bares e estabelecimentos que vendam bebidas alcoólicas;

 

Carro conduzido pela propagandista médica, de 26 anos, após ela bater em quatro corredores — Foto: Arquivo pessoal

Fotos: Reprodução

 

Recolhimento domiciliar no período noturno das 20h00 às 06h00, de segunda à sexta-feira, e recolhimento domiciliar integral aos finais de semana e nos dias de folga.

 

A equipe Runners Team publicou uma nota de repúdio à soltura de Jully, destacando a "profunda indignação e repúdio à decisão da Justiça de Roraima".

 

"A condutora estava, de acordo com o relato de testemunhas e vídeos divulgados na internet, em flagrante estado de embriaguez ao volante, o que torna sua conduta ainda mais grave e irresponsável. A soltura dela é um precedente perigoso e envia uma mensagem equivocada à sociedade: que a embriaguez ao volante e o risco de colocar a vida dos outros em perigo não têm consequências".

 

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"Não podemos aceitar que a justiça não priorize a segurança e a proteção da vida humana", publicou a equipe nas redes sociais.

 

Fonte: G1

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