Carrascal e Nonato em Flamengo e Fluminense, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro
A Medida Provisória (MP) 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, já provoca preocupação no mercado esportivo e pode mudar o cenário dos patrocínios milionários firmados entre clubes brasileiros e casas de apostas. Mesmo que a medida seja alterada ou perca a validade, profissionais do setor avaliam que os valores dos contratos dificilmente voltarão aos patamares recentes, com possibilidade de retorno aos níveis praticados até julho de 2025.
Executivos comerciais ligados às negociações entre clubes e empresas de apostas avaliam que o mercado passou por uma expansão acelerada, impulsionada pela falta de regulamentação específica e pelo crescimento das receitas das plataformas. Nesse cenário, equipes de grande torcida conseguiram ampliar significativamente os valores recebidos por exposição de marcas, com destaque para Flamengo e Fluminense.
O Flamengo, por exemplo, recebia R$ 48 milhões por ano da Pix Bet em dezembro de 2021. Após a regulamentação do setor, o valor subiu para R$ 115 milhões e chegou a R$ 268 milhões em agosto de 2025, com a entrada da Betano. O crescimento também atingiu outros clubes, como o Fluminense, cujo patrocínio registrou valorização de 259% no mesmo período, segundo os dados apresentados.
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Com a mudança no cenário, as projeções apontam para uma possível redução expressiva das receitas. O Flamengo poderia voltar a receber cerca de R$ 115 milhões anuais, uma queda de aproximadamente 57% em relação ao contrato atual. Já o Fluminense poderia retornar aos R$ 40 milhões da parcela fixa anteriormente paga pela Superbet, valor inferior aos R$ 53 milhões atuais.
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A possível perda de receitas preocupa porque os clubes assumiram compromissos financeiros contando com os valores dos patrocínios. O Fluminense enfrenta dificuldades para cumprir parcelas do Regime Centralizado de Execuções (RCE), utilizado no pagamento de dívidas trabalhistas. O Flamengo, por sua vez, teria interrompido obras de melhorias na sede da Gávea e no CT do Ninho do Urubu, além de enfrentar incertezas sobre o pagamento ao West Ham pela contratação de Lucas Paquetá, previsto para janeiro. Diante desse cenário, os dois clubes poderão precisar rever seus orçamentos e planos financeiros.