Investigação aponta que estrutura familiar era usada para ocultar recursos do Comando Vermelho
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia à Justiça contra o traficante Márcio Santos Nepomuceno, sua esposa, Márcia Gama Nepomuceno, e o filho do casal, Mauro Nepomuceno, além de outras nove pessoas. O grupo é acusado de envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A denúncia é resultado de investigações conduzidas com apoio da Polícia Civil, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra os envolvidos ao longo da semana. Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o esquema era responsável por movimentar e ocultar valores provenientes do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.
Mesmo preso há mais de duas décadas em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), Marcinho VP ainda exerceria influência direta na hierarquia do Comando Vermelho. De acordo com o Ministério Público, ele continuava tomando decisões estratégicas e controlando a movimentação financeira da organização.
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As investigações indicam que Márcia Nepomuceno atuava como gestora financeira do grupo, recebendo regularmente dinheiro em espécie de integrantes da facção. Para disfarçar a origem ilícita dos recursos, ela teria adquirido e administrado empresas, imóveis e propriedades rurais.
Já Oruam, segundo a denúncia, figurava como beneficiário direto do esquema. O Ministério Público afirma que o artista utilizava sua carreira musical como forma de dar aparência lícita aos valores recebidos da organização criminosa.
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A estrutura do grupo foi dividida em quatro núcleos: o de liderança encarcerada, liderado por Marcinho VP; o núcleo familiar, formado por Márcia e Oruam, responsável pela gestão e intermediação de ativos; o núcleo de suporte operacional, encarregado de auxiliar na ocultação de patrimônio; e o núcleo de liderança operacional, atuante nas comunidades, responsável pelo tráfico de drogas e pelo repasse de recursos ao esquema.