Além de apurar a tragédia, Ministério Público quer identificar responsáveis por publicações ofensivas e misóginas feitas contra a vítima nas redes sociais.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Polícia Civil a abertura de uma investigação para apurar ataques e mensagens de ódio direcionadas à jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem o equipamento de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior paulista.
A medida foi tomada após a Bancada Feminista do PSOL apresentar uma notícia-crime denunciando perfis da plataforma X (antigo Twitter) por publicações consideradas misóginas e ofensivas à memória da vítima. Entre os comentários citados no documento estão mensagens que ironizavam a morte da jovem e faziam referência ao Instituto Médico Legal (IML).
As parlamentares também solicitaram que a plataforma forneça dados cadastrais dos perfis investigados, registros de acesso, endereços de IP e informações sobre o compartilhamento das publicações, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na disseminação do conteúdo.
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Em despacho assinado no último dia 23 de junho, a promotora Ana Maria Aiello Demadis classificou o caso como um episódio de extrema gravidade e determinou o envio do procedimento ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Caso ainda não exista investigação sobre os ataques virtuais, um novo inquérito deverá ser instaurado.
Segundo o Ministério Público, as condutas podem se enquadrar em crimes como vilipêndio de cadáver, incitação ao crime e apologia de crime, previstos no Código Penal.
A tragédia aconteceu no dia 13 de junho, quando Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros após ser arremessada da Ponte do Esqueleto sem estar presa às cordas de segurança. Imagens registraram o momento do acidente, que chocou participantes do evento.
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Até o momento, seis pessoas ligadas à organização da atividade foram presas. Três instrutores responderão por homicídio com dolo eventual, enquanto outros três integrantes da equipe organizadora tiveram a prisão temporária decretada durante o andamento das investigações.