O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga denúncias de cobranças de passagens e taxas extras de alimentação de policiais militares que precisam viajar em embarcações para atender comunidades do interior do estado. A apuração envolve deslocamentos realizados por agentes fardados e em serviço, incluindo viagens para localidades ribeirinhas e de difícil acesso.
Segundo as informações levantadas, os valores cobrados pela alimentação variam entre R$ 100 e R$ 200, além do preço da passagem. O Ministério Público identificou 12 operadores e embarcações que atuam nas rotas investigadas e que estariam exigindo pagamentos dos policiais.
A situação preocupa integrantes da corporação, já que as cobranças podem dificultar o deslocamento de equipes responsáveis pelo policiamento em comunidades isoladas. O 4º Batalhão da Polícia Militar alertou que a exigência de valores adicionais pode comprometer o envio de agentes para regiões que dependem do transporte fluvial.
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A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam) esclareceu que a gratuidade prevista para policiais militares em serviço contempla o transporte, mas não inclui despesas extras, como alimentação durante a viagem.
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O MPAM continua apurando o caso para verificar se as cobranças realizadas pelos operadores estão de acordo com as normas aplicáveis. A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos pagamentos e avaliar possíveis irregularidades que possam prejudicar o deslocamento de policiais para atender a população do interior.