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Mpox em alta nas buscas: o que é, como se transmite e quando se vacinar
Foto: Divulgação

Interesse dos brasileiros pela doença cresce na internet, impulsionado por novos casos e dúvidas sobre sintomas, vacina e risco de pandemia

O Brasil liderou, na última semana, o ranking global de interesse por mpox nas pesquisas do Google. Segundo dados do Google Trends, o volume de buscas pela doença superou o de outras enfermidades e foi três vezes maior do que o de gripe e cinco vezes superior ao de dengue. Em fevereiro, as consultas sobre o tema atingiram um novo pico.

 

O aumento na procura por informações ocorre em meio à divulgação recente de casos no país e à preocupação com uma doença que ainda gera dúvidas na população. Em 2022, durante o maior surto já registrado, o Brasil chegou a contabilizar cerca de 10 mil casos e figurou entre os países com maior número de óbitos. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde decidiu manter o nível máximo de alerta global para a epidemia.

 

A seguir, especialistas respondem às principais perguntas feitas na internet sobre a doença.

 

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O QUE É MPOX

 

A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus mpox, anteriormente conhecido como vírus da varíola dos macacos. A mudança de nome foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde no fim de 2022, com o objetivo de reduzir estigmas e padronizar a nomenclatura internacionalmente.

 

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1958, na Dinamarca, em primatas levados da África. Após a erradicação da varíola humana, em 1980, a mpox passou a ocorrer de forma endêmica em países da África Central, Oriental e Ocidental.

 

TEM VACINA

 

Sim, há vacina disponível, mas não há indicação de vacinação em massa no Brasil neste momento. O Ministério da Saúde informa que o cenário atual não configura situação de crise e que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos.

 

As doses são direcionadas principalmente a grupos de maior risco, como pessoas vivendo com HIV/Aids com baixa contagem de CD4, usuários de PrEP, profissionais de saúde que lidam com casos suspeitos e trabalhadores de laboratório que manipulam o vírus.

 

MPOX TEM CURA

 

Na maioria dos casos, sim. O infectologista Renato Kfouri explica quea evolução costuma ser benigna, com cura espontânea. A gravidade está mais associada a pessoas com sistema imunológico comprometido.

 

O infectologista Juvêncio Furtado ressalta que indivíduos imunodeprimidos podem desenvolver formas graves e, em situações raras, fatais.

 

COMO É TRANSMITIDA

 

A principal forma de transmissão é o contato próximo entre pessoas. O vírus pode ser transmitido por contato pele a pele, boca a boca, boca a pele ou pela proximidade respiratória em conversas muito próximas. A transmissão sexual também é possível.

 

A OMS menciona ainda o risco de contágio por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Embora a infecção possa ocorrer por meio de animais, essa não é a via mais comum em áreas urbanas.

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS

 

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Em seguida, pode surgir a fase eruptiva, caracterizada por lesões na pele que aparecem na face, região genital, área perianal, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas.

 

QUANTOS CASOS HÁ NO BRASIL

 

Desde o início de 2026, o Brasil registrou 88 casos de mpox, a maioria no estado de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde. Não há registro de mortes neste período. Entre 1º de janeiro e 20 de fevereiro, houve redução de 64% nos casos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

A DOENÇA PODE MATAR

 

Embora rara, a morte pode ocorrer, especialmente em pessoas com imunossupressão importante ou comorbidades. Em 2022, o Brasil confirmou o primeiro óbito pela doença, então chamada de varíola dos macacos, em um paciente com baixa imunidade.

 

MPOX É VARÍOLA

 

Não. Apesar de pertencer à mesma família de vírus, a mpox não é a varíola humana, que foi declarada erradicada em 1980 após campanha global de vacinação.

 

É POSSÍVEL VIRAR PANDEMIA

 

Para especialistas, é pouco provável que a mpox se torne uma pandemia nos moldes da covid-19, principalmente porque sua transmissão é menos eficiente e não ocorre predominantemente por via aérea. O cenário mais esperado é o surgimento de surtos localizados, como o registrado em 2024 na República Democrática do Congo, que se espalhou para países vizinhos.

 

COMO PREVENIR

 

As principais medidas incluem evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos. Em caso de sintomas ou exposição a um caso suspeito, a orientação é procurar atendimento médico e seguir as recomendações de isolamento.

 

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Apesar do aumento nas buscas, especialistas reforçam que a maioria dos casos é leve ou moderada. Informação de qualidade e acompanhamento médico continuam sendo as principais ferramentas para conter a doença. 

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