Entenda quais estados estão em alerta devido a Mpox de acordo com o Ministério da Saúde e saiba os sintomas da doença
A circulação recente da doença conhecida como mpox, anteriormente chamada de monkeypox ou varíola dos macacos, voltou a mobilizar autoridades de saúde no Brasil. O Ministério da Saúde elevou para o nível máximo o alerta epidemiológico em oito estados, após registrar um aumento nos casos e nas notificações suspeitas da infecção viral nas últimas semanas. A medida busca proteger a população e evitar que novas cadeias de transmissão se estabeleçam de forma rápida e descontrolada no país.
Segundo dados oficiais, o Brasil já soma cerca de 90 casos confirmados de mpox em 2026, com mais de 180 notificações ainda em análise pelos serviços de vigilância. A maioria das ocorrências está concentrada nas regiões Sudeste e Sul, mas estados do Centro-Oeste e Norte também registraram casos, o que motivou a resposta mais rígida das autoridades brasileiras.
O alerta máximo emitido pelo Ministério da Saúde envolve intensificação da vigilância epidemiológica, aumento da testagem e do acompanhamento de casos suspeitos. Equipes de saúde foram orientadas a monitorar não apenas as cidades com maior número de notificações, como também áreas urbanas densamente povoadas, onde a identificação precoce de novos casos é essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão.
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As oito unidades federativas sob alerta incluem Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia e o Distrito Federal. Nesses estados, os sistemas de saúde buscam localizar pacientes com sintomas compatíveis com mpox, como febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções cutâneas, e garantir acesso a exames laboratoriais e orientação de isolamento quando necessário.
A doença é uma infecção viral causada pelo Orthopoxvirus que, historicamente, ocorre de forma endêmica em partes da África Ocidental e Central. No entanto, a doença chamou atenção global durante surtos recentes fora dessas regiões, impulsionando ações de vigilância e controle em vários países.

Foto: Reprodução
No Brasil, os surtos observados desde 2022 já registraram milhares de casos, mas a cobertura e o monitoramento ajustados permitiram reduzir temporariamente os números.
O aumento observado em 2026 pode estar relacionado à maior circulação de pessoas e ao relaxamento de medidas de prevenção após períodos com menor número de casos. Embora a maioria dos casos confirmados até agora tenha evoluído de forma leve ou moderada, isso não diminui a necessidade de atenção das autoridades, pois infecções generalizadas podem pressionar serviços de saúde e aumentar o risco de transmissão em grupos vulneráveis. Os sinais mais comuns associados à Mpox incluem erupções cutâneas que podem formar bolhas e crostas, febre, mal-estar e dores no corpo. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou itens contaminados, como roupas e toalhas.
O período de incubação varia de alguns dias a poucas semanas, o que torna o monitoramento e o isolamento de casos suspeitos essenciais para a contenção do vírus.
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Embora a maioria dos quadros evolua sem complicações graves, especialmente em pessoas saudáveis, indivíduos com imunidade comprometida, crianças pequenas e idosos podem apresentar risco maior de agravamento do quadro, o que reforça a necessidade de rápida detecção e acompanhamento clínico adequado.