Operação identificou imóveis usados para esconder, desmontar e negociar aparelhos roubados; após a ação, registros caíram de 39 para 10 em 25 dias.
Uma operação de inteligência do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), identificou um ponto utilizado por criminosos para esconder celulares roubados e furtados na Rua Guaianases, na região dos Campos Elíseos, no centro da capital paulista.
A investigação foi baseada principalmente em informações fornecidas pelas próprias vítimas nos boletins de ocorrência. Em diversos casos, os proprietários acionaram ferramentas de localização, como o Apple Buscar, o iCloud e o Samsung SmartThings, e conseguiram identificar as coordenadas dos aparelhos.
Os dados de rastreamento apontavam repetidamente para imóveis localizados na mesma região, permitindo que os investigadores mapeassem os locais utilizados pelo esquema criminoso.
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Com base nas informações reunidas durante a investigação, forças de segurança cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão ao longo da Rua Guaianases em 10 de setembro de 2026.
Antes da operação, foram registradas 39 ocorrências relacionadas à via em um período de 36 dias, o equivalente a uma média de 1,08 boletim de ocorrência por dia.
O principal ponto de concentração dos sinais de GPS ficava entre os números 50 e 100 da rua. Segundo o relatório policial, o trecho era considerado um dos principais pontos de atuação da rede de receptação.
As investigações indicaram que os imóveis eram utilizados para receber e separar os aparelhos, além de realizar o desmonte de celulares e ações para acessar aplicativos bancários instalados nos dispositivos roubados.
Após a operação, o número de registros apresentou uma queda expressiva. Nos 25 dias seguintes à ação, foram contabilizadas 10 ocorrências relacionadas à região, contra 39 no período anterior.
Apesar da redução de 64,8%, os dados de inteligência apontaram que a atuação criminosa não teria sido completamente interrompida. Segundo os investigadores, o esquema passou por uma espécie de pulverização, com a atividade residual permanecendo em alguns pontos antigos e migrando para outros endereços da própria Rua Guaianases.
A análise dos registros e dos sinais de localização continua sendo utilizada para identificar novos pontos de receptação e possíveis integrantes da rede criminosa.
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A operação faz parte das ações de inteligência voltadas ao combate ao roubo e furto de celulares, crimes que também podem estar associados a fraudes bancárias e outros delitos praticados após a subtração dos aparelhos.