Análise indica que calor, seca e ventos que favoreceram os incêndios de julho também ficaram ao menos duas vezes mais prováveis no sudoeste da França. Especialistas ressaltam que vegetação acumulada e gestão do território também influenciam a dimensão das
As mudanças climáticas provocadas pela ação humana aumentaram drasticamente a probabilidade de ocorrência das condições climáticas que favoreceram os incêndios florestais registrados recentemente na Espanha e na França. É o que aponta uma análise divulgada pelo grupo internacional World Weather Attribution (WWA), especializado em estudos sobre eventos climáticos extremos.
Segundo os pesquisadores, o aquecimento global tornou 20 vezes mais provável que o centro da Espanha enfrente períodos de calor intenso, seca e ventos fortes, combinação considerada ideal para a propagação de incêndios florestais. No sudoeste da França, a chance de ocorrência dessas condições dobrou em relação ao período anterior ao aquecimento provocado pelas emissões de gases de efeito estufa.
O estudo destaca que o aumento da temperatura global, impulsionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, foi agravado por fatores climáticos sazonais, como um inverno chuvoso seguido por uma primavera muito seca. Esse cenário favoreceu o crescimento da vegetação e, posteriormente, seu ressecamento, criando grande quantidade de material inflamável para alimentar os incêndios.
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Os cientistas afirmam que, além do combate direto às chamas, os governos precisam investir em medidas preventivas, como manejo florestal, planejamento do uso do solo e estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Eles alertam que episódios de calor extremo tendem a se tornar mais frequentes nas próximas décadas, aumentando o risco de incêndios de grandes proporções em diversas regiões da Europa.
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A pesquisa reforça que o impacto das mudanças climáticas já pode ser medido em eventos específicos. Para os autores, reduzir as emissões de gases de efeito estufa continua sendo a principal forma de diminuir a frequência e a intensidade de condições climáticas extremas que favorecem incêndios florestais cada vez mais devastadores.