Estudos indicam que exercícios físicos, alimentação saudável e controle da pressão arterial podem ajudar a proteger o cérebro, inclusive entre pessoas com maior risco hereditário da doença.
Adotar hábitos saudáveis pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver Alzheimer, mesmo entre pessoas com predisposição genética à doença. Pesquisas recentes indicam que fatores como atividade física, alimentação equilibrada e cuidados com a saúde cardiovascular desempenham um papel importante na preservação das funções cognitivas.
Uma das principais variantes genéticas associadas ao Alzheimer é a APOE4, presente em aproximadamente 20% a 25% da população. Pessoas que possuem uma cópia dessa variante apresentam risco cerca de três vezes maior de desenvolver a doença, enquanto aquelas com duas cópias podem ter um risco aproximadamente 12 vezes superior.
Apesar da associação genética, especialistas ressaltam que a presença da APOE4 não significa que uma pessoa desenvolverá Alzheimer obrigatoriamente. A variante aumenta a vulnerabilidade do cérebro, mas fatores ambientais e comportamentais também influenciam as possibilidades de surgimento da doença.
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Segundo pesquisadores, hábitos como fumar, consumir bebidas alcoólicas em excesso e não controlar a pressão arterial podem aumentar os riscos à saúde cerebral. Esses fatores podem ter consequências especialmente importantes em indivíduos que já apresentam predisposição genética.
Por outro lado, estudos mostram que a prática regular de exercícios físicos pode contribuir para reduzir o risco de comprometimento cognitivo. Uma pesquisa realizada na Finlândia identificou benefícios entre pessoas com APOE4 que praticavam atividades físicas pelo menos duas vezes por semana, durante períodos de 20 a 30 minutos.

Foto: Reprodução
A alimentação também é apontada como um fator relevante. Algumas pesquisas associam a dieta mediterrânea, caracterizada pelo consumo de vegetais, peixes, castanhas e gorduras insaturadas, à proteção das funções cerebrais. Entretanto, os cientistas ainda investigam qual padrão alimentar oferece os maiores benefícios para pessoas com essa predisposição genética.
Além dos cuidados físicos, atividades que estimulam a mente e favorecem a convivência social podem contribuir para a saúde cognitiva. Pesquisas também apontam possíveis benefícios de atividades voluntárias, que ajudam a manter o envolvimento social e a participação em tarefas intelectualmente estimulantes.
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Os especialistas destacam que nenhuma mudança de comportamento garante a prevenção completa do Alzheimer. No entanto, as evidências indicam que manter uma rotina saudável pode trazer benefícios à saúde cerebral, independentemente da presença de fatores genéticos associados à doença.