A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação. Por outro lado, o salário mínimo terá ganho real (acima da inflação)
Alterações nas regras do abono salarial devem reduzir de forma significativa o número de beneficiários ao longo dos próximos anos. Projeções do governo federal indicam que cerca de 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício até 2030.
A estimativa faz parte do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso Nacional e considera a aplicação gradual dos novos critérios de acesso. A exclusão ocorrerá de maneira progressiva, conforme as mudanças passam a valer.
Pelas regras atuais, em vigor até 2025, têm direito ao abono trabalhadores que recebem até dois salários mínimos e que tenham exercido atividade formal por pelo menos 30 dias no ano-base. O valor do benefício pode chegar a um salário mínimo, proporcional ao tempo trabalhado.
Veja também

Combustíveis recuam pela 3ª semana, mas gás de cozinha segue em alta no país
Novo Desenrola pode oferecer até 90% de desconto para quitar dívidas, diz governo
A partir de 2026, o limite de renda para acesso ao abono passará a ser corrigido apenas pela inflação. Já o salário mínimo deve continuar sendo reajustado com ganho real, acima da inflação. Na prática, essa diferença reduz gradualmente o número de trabalhadores que se enquadram nos critérios.
As projeções indicam que cerca de 559 mil pessoas devem perder o benefício já em 2026. O número sobe para 1,58 milhão em 2027, 2,58 milhões em 2028 e 3,51 milhões em 2029, até atingir 4,56 milhões em 2030.
Ao final do período de transição, a tendência é que o abono fique restrito a trabalhadores com renda de até um salário mínimo e meio, tornando o acesso mais limitado.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
De acordo com o governo, a mudança tem como objetivo garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador e concentrar o pagamento nos trabalhadores de menor renda. Mesmo com a redução no número de beneficiários, a despesa total com o programa deve continuar em alta, impulsionada pelo crescimento do emprego formal no país.