Naquele momento, pensei: Não sou como uma macaca. Mas eu sentia que tinha um vínculo com eles, contou Marina Chapman, que passou sete anos isolada em selva na Colômbia
Marina Chapman tinha apenas quatro anos quando foi sequestrada na Colômbia e abandonada em uma floresta. Segundo o relato da própria mulher, ela acabou passando anos vivendo na mata e convivendo com macacos-prego, que se aproximaram gradualmente dela e passaram a fazer parte de sua rotina.
Marina conta que, durante o período na floresta, aprendeu a sobreviver com água, sementes e restos de alimentos deixados pelos animais. Ela também teria desenvolvido uma forma própria de comunicação com os macacos, usando sons diferentes para indicar situações como comida ou perigo. O contato com os primatas ajudou a diminuir a sensação de isolamento enquanto ela esperava por um eventual resgate.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando Marina encontrou um pedaço de espelho. Como não tinha contato com a própria imagem havia anos, ela ficou chocada ao enxergar o próprio rosto pela primeira vez. A experiência provocou confusão, já que ela havia passado tanto tempo se sentindo parte do grupo de macacos que não compreendia completamente a diferença entre ela e os animais.
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A mulher afirma que chegou a esquecer parte da linguagem humana e passou a reconhecer principalmente os sons utilizados na convivência com os primatas. Ela também relata que os macacos demonstravam comportamentos de cuidado, como quando animais menores retiravam insetos de seus cabelos.
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Marina Chapman se casou com um britânico após
chegar à Inglaterra em 1977. (Foto: Reprodução)
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Anos depois, Marina deixou a floresta após encontrar caçadores. Ela acabou sendo levada para a cidade de Cúcuta e posteriormente conseguiu escapar de um bordel. Depois de viver nas ruas, foi acolhida por um casal britânico e passou a morar no Reino Unido. Hoje, já na faixa dos 70 anos, é casada, tem duas filhas e netos, e afirma que o processo de adaptação à vida entre humanos foi inicialmente muito difícil.