Empreendedora não apresentava sintomas e recebeu diagnóstico inesperado durante exames neurológicos. Descoberta precoce permitiu tratamento antes de possíveis complicações graves.
Uma mulher de 35 anos descobriu um aneurisma cerebral enquanto realizava exames para investigar uma possível condição de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A empreendedora Arlene Alencar, moradora do Piauí, recebeu o diagnóstico inesperado em julho de 2025, após identificar uma alteração de 4,5 milímetros na artéria carótida, mesmo sem apresentar sintomas.
A investigação começou quando Arlene acompanhava o filho em uma avaliação para identificar possíveis sinais de TDAH. Ao perceber semelhanças entre o comportamento da criança e o seu, decidiu procurar uma psicóloga para verificar se também apresentava o transtorno. Durante o atendimento, foi encaminhada a um neurologista para realizar exames mais detalhados.
No fim de julho, a empreendedora passou por uma avaliação cerebral que revelou a presença do aneurisma. A descoberta provocou preocupação, principalmente porque ela não sentia dores ou qualquer outro sinal que indicasse o problema. O diagnóstico mudou completamente o rumo da investigação médica e exigiu acompanhamento especializado.
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O aneurisma cerebral é caracterizado por uma dilatação anormal na parede de uma artéria, formando uma espécie de bolsa que pode se romper. Dependendo da localização e das características da alteração, o rompimento pode provocar uma hemorragia cerebral e resultar em um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, condição que representa risco à vida.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento de aneurismas estão hipertensão arterial, tabagismo, predisposição genética, histórico familiar e determinadas doenças do tecido conjuntivo. Especialistas destacam que muitos casos não apresentam sintomas e acabam sendo identificados durante exames realizados por outros motivos.
O neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola, responsável pelo tratamento de Arlene, explicou que a identificação antecipada da alteração foi fundamental para permitir uma intervenção antes de possíveis complicações. Segundo o médico, o aneurisma foi descoberto antes de apresentar rompimento, possibilitando a adoção de medidas para reduzir os riscos à saúde da paciente.
Três meses após receber o diagnóstico, Arlene passou por um procedimento cirúrgico para a implantação de um stent, dispositivo utilizado para modificar o fluxo sanguíneo na região afetada e diminuir o risco de rompimento do aneurisma. Após a cirurgia, a paciente iniciou o período de recuperação, com uso temporário de medicamentos e necessidade de acompanhamento médico.
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Atualmente, a empreendedora apresenta boa recuperação e deverá realizar novos exames para avaliar a evolução do tratamento. Após a experiência, Arlene passou a dar ainda mais atenção aos cuidados com a saúde e reforçou a importância de procurar orientação médica diante de alterações no organismo. O caso destaca como uma investigação iniciada por outro motivo pode contribuir para identificar condições que exigem tratamento especializado.