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Mulher é condenada à prisão perpétua após matar filho de 14 meses no Reino Unido
Foto: Divulgação

Crime ocorreu horas após decisão judicial determinar que a criança fosse retirada da guarda da mãe; caso causou grande comoção no país.

Uma mulher de 36 anos foi condenada à prisão perpétua no Reino Unido após ser considerada culpada pela morte do próprio filho, um bebê de apenas 14 meses. A sentença estabelece que ela deverá cumprir pelo menos 22 anos de prisão antes de poder solicitar qualquer benefício judicial.

 

De acordo com as investigações apresentadas ao Tribunal da Coroa de Cambridge, a condenada, identificada como Emma Barnett, administrou ao filho uma mistura de leite com medicamentos poucas horas depois de uma decisão da Justiça determinar que a criança fosse colocada sob proteção dos serviços sociais.

 

A audiência que resultou na medida ocorreu em novembro de 2024. Na ocasião, a mulher participou remotamente, alegando que ela e o bebê estavam doentes. Ao final da sessão, as autoridades decidiram retirar a guarda da criança devido ao histórico familiar da acusada.

 

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Segundo os autos do processo, Barnett já havia perdido a guarda de outros cinco filhos. Quatro deles foram encaminhados para acolhimento familiar permanente, enquanto outro passou a viver sob os cuidados do pai.

 

Após a decisão judicial, a mulher deixou sua residência e seguiu para uma área isolada em Essex. Para os investigadores, a movimentação teve o objetivo de dificultar sua localização pelas autoridades.

 

As buscas foram intensificadas depois que a acusada enviou uma mensagem a uma assistente social informando que pretendia se desfazer do telefone celular. A informação levou policiais até sua residência em Debden.

 

Ao chegarem ao imóvel, os agentes precisaram arrombar a porta para entrar. A mulher foi encontrada escondida no sótão da casa, enrolada em cobertores ao lado do filho inconsciente.

 

Inicialmente, ela afirmou que a criança estava dormindo. Pouco depois, admitiu aos policiais que havia provocado o estado do bebê. Equipes de emergência conseguiram restabelecer os sinais vitais da criança, mas ela entrou em coma e morreu posteriormente no hospital.

 

Durante o julgamento, familiares prestaram homenagens emocionadas ao menino, descrevendo-o como uma criança alegre, carinhosa e capaz de iluminar qualquer ambiente com sua presença.

 

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O caso gerou forte repercussão no Reino Unido e reacendeu debates sobre proteção infantil e acompanhamento de famílias consideradas vulneráveis pelas autoridades de assistência social. 

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