A mensagem foi recebida após a mulher divulgar a filiação ao PT:
A mulher brutalmente agredida com 61 socos pelo ex-namorado em Natal (RN) voltou a ser alvo de violência, desta vez nas redes sociais. Juliana Garcia, de 35 anos, recebeu mensagens ofensivas e ameaças após tornar pública sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). O caso gerou nova onda de indignação e reacendeu debates sobre misoginia, violência política e ataques virtuais contra mulheres.
Entre as mensagens recebidas, uma delas dizia que Juliana “merecia 122 socos”, em referência direta à agressão brutal sofrida anteriormente dentro de um elevador. O autor da mensagem ainda utilizou ofensas e ameaças de violência extrema contra a vítima. Juliana decidiu expor o conteúdo em suas redes sociais e afirmou que pretende responsabilizar judicialmente o agressor virtual.
Ao divulgar a ameaça, Juliana criticou discursos de ódio e afirmou que o episódio reforça a necessidade de combater a misoginia e a violência contra mulheres também no ambiente digital. Ela escreveu que o responsável pelas mensagens responderá judicialmente e destacou que casos como esse mostram a importância de endurecer punições contra ataques motivados por violência de gênero.
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Juliana ficou conhecida nacionalmente após ser espancada pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, em julho de 2025. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi atingida com dezenas de socos dentro do elevador de um condomínio em Ponta Negra, bairro nobre de Natal. O vídeo causou revolta em todo o país.
Na ocasião, a vítima sofreu graves fraturas no rosto e precisou passar por cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Após semanas de tratamento e recuperação, Juliana recebeu alta médica, mas segue realizando acompanhamento psicológico, fisioterapia e outros procedimentos relacionados às sequelas da agressão.

Foto: Reprodução
O agressor Igor Eduardo Cabral segue preso preventivamente na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim (RN), e responde por tentativa de feminicídio. O Ministério Público denunciou o ex-jogador após a Justiça aceitar as provas reunidas durante a investigação.
Segundo relatos da vítima, a discussão que terminou no espancamento começou na área de lazer do condomínio após um desentendimento envolvendo mensagens no celular. Juliana afirmou que o ex-companheiro já havia demonstrado comportamento agressivo anteriormente e destruído objetos pessoais dela durante outras crises de ciúme e raiva.
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Mesmo após sobreviver ao ataque, Juliana afirma que continua convivendo com ameaças e mensagens de ódio na internet. O caso voltou a provocar debates sobre violência doméstica, radicalização política e a exposição de mulheres a ataques virtuais após denunciarem agressões sofridas.