Brenda Larissa Maia, de 32 anos, morreu pouco tempo depois de gravar um vídeo denunciando a falta de médicos na UPA
Brenda Larissa Maia, de 32 anos, enviou mensagens à mãe horas antes de morrer após buscar atendimento na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A mulher havia publicado vídeos nas redes sociais denunciando a falta de médicos na unidade de saúde.
Nas mensagens, Brenda relatou preocupação com seu estado de saúde enquanto aguardava atendimento. Em uma foto enviada à mãe, ela aparece deitada em uma maca recebendo oxigênio. Pouco depois, pediu que a mãe fosse descansar e informou que guardaria o celular.
Cerca de uma hora mais tarde, no entanto, voltou a entrar em contato. Em uma nova mensagem, pediu que a mãe não autorizasse o uso de ventilação mecânica caso a equipe médica solicitasse o procedimento. “Eu não aguento”, escreveu. A mãe respondeu dizendo que não autorizaria e pediu que a filha permanecesse calma.
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Brenda era manicure e pedicure e também realizava trabalhos como cabeleireira. Mãe de uma menina de cinco anos, era descrita pela família como uma pessoa solidária e dedicada a ajudar quem precisava.
Segundo o irmão, Hudson Maia, Brenda costumava acompanhar pessoas em hospitais e prestar apoio mesmo sem conhecê-las. “Ela deixava a filha com a nossa mãe e ia ajudar quem precisava, sempre com muito carinho”, relatou.

Foto: Reprodução/ Itatiaia
A mulher procurou atendimento médico após sentir dores no peito e inchaço pelo corpo. De acordo com familiares, ela tinha diagnóstico de fibromialgia e cardiopatia. Enquanto aguardava atendimento, gravou vídeos mostrando corredores lotados, consultórios vazios e a demora no atendimento da unidade.
Horas depois, Brenda passou mal e morreu. A família questiona as circunstâncias do óbito. Inicialmente, recebeu a informação de que ela teria sofrido uma embolia pulmonar. Posteriormente, relatos apontaram que ela passou mal e caiu em um corredor da unidade. Já a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória.
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O caso segue repercutindo e levantando questionamentos sobre as condições de atendimento na unidade de saúde. O corpo de Brenda foi sepultado nesta terça-feira (9), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.