Amanda manteve por cerca de 15 anos um padrão de atuação baseado na criação de identidades falsas
Uma mulher de 38 anos, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, tornou-se ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade após ser presa em Santa Catarina sob a acusação de se passar por uma adolescente para aplicar golpes em diferentes estados do país.
Segundo a Polícia Civil, Amanda manteve por cerca de 15 anos um padrão de atuação baseado na criação de identidades falsas e histórias de abuso para conquistar a confiança de famílias, instituições religiosas e redes de acolhimento. Em um dos casos mais recentes, ela viveu durante 14 meses com uma família em Joinville (SC), apresentando-se como uma menina de 12 anos.
Durante depoimento às autoridades, Amanda afirmou possuir histórico de problemas psiquiátricos e relatou ter realizado tratamentos desde a adolescência em unidades de saúde mental no Ceará. Diante das alegações, a Justiça catarinense determinou a realização de um exame de sanidade mental, marcado para o dia 26 de junho, para avaliar sua capacidade de discernimento no momento dos fatos.
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De acordo com as investigações, a mulher utilizava diferentes nomes e identidades conforme mudava de cidade. Os investigadores apontam que ela costumava relatar supostos casos de violência, abandono ou exploração para sensibilizar as vítimas e obter acolhimento, ajuda financeira e outros benefícios.
A capacidade de convencimento chamou a atenção das autoridades. Em Joinville, a família que a acolheu chegou a comemorar o que acreditava ser seu aniversário de 12 anos e custeou tratamentos médicos durante o período em que ela permaneceu na residência.
Em outras cidades, Amanda também teria utilizado identidades falsas para conseguir abrigo e assistência. Em Florianópolis, enquanto estava acolhida por uma instituição, exames médicos identificaram a presença de agulhas inseridas no próprio corpo. Já no Paraná, ela teria fingido ser uma adolescente com câncer terminal. No Rio de Janeiro, foi acolhida por uma família após alegar sofrer abusos e acabou condenada por falsidade ideológica.
As investigações apontam que a suspeita passou por estados como Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo utilizando diferentes nomes e idades fictícias.
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Agora presa em Santa Catarina, Amanda responderá judicialmente pelos crimes atribuídos a ela. O resultado do exame de sanidade mental deverá integrar o processo que apura sua responsabilidade pelos fatos investigados.
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