Justiça determinou avaliação psiquiátrica da mulher de 37 anos presa por estelionato
A Justiça de Santa Catarina determinou que a mulher de 37 anos presa por se passar por uma menina de 12 anos seja submetida a um exame de sanidade mental. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada após a prisão da suspeita, que responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
A avaliação está marcada para o dia 26 de junho e deverá verificar se a acusada tinha condições de compreender seus atos enquanto mantinha a identidade falsa, além de analisar sua capacidade de responder ao processo criminal. O pedido foi apresentado pela defesa da própria investigada.
A mulher se tornou ré nesta terça-feira (9) e permanece presa preventivamente. O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que ela viveu por cerca de 14 meses com uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, apresentando-se como uma pré-adolescente em situação de vulnerabilidade.
Veja também

Asfixia durante jogo erótico termina em morte e leva acompanhante à condenação
Cão vidente aposta em liderança do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo de 2026
Segundo a Polícia Civil, a suspeita relatou histórias de abandono e dificuldades familiares para conquistar a confiança dos moradores. Com o passar do tempo, ela passou a ser tratada como filha pela família que a acolheu.
As investigações apontam que a mulher adotava comportamentos considerados infantis para sustentar a versão de que tinha 12 anos. Entre as atitudes relatadas estão o uso de mamadeira, chupeta e outros objetos associados à infância. Ela também afirmava ser diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Durante o período em que viveu na residência, a família assumiu despesas relacionadas à suposta adolescente, incluindo moradia, alimentação, cuidados diários e medicamentos. Entre os itens adquiridos estavam canetas de Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e conhecido pelo uso associado à perda de peso.
De acordo com a investigação, a relação de confiança estabelecida entre a suspeita e os moradores foi determinante para que a fraude fosse mantida por mais de um ano. O resultado do exame de sanidade mental deverá integrar o processo e auxiliar na análise da responsabilidade da acusada pelos fatos investigados.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.