Após 25 anos de pesquisa, procedimento experimental resulta no nascimento de bebê saudável e abre novas perspectivas para mulheres com infertilidade uterina
Uma mulher que nasceu sem útero se tornou mãe no Reino Unido após passar por um transplante experimental do órgão. O nascimento do bebê, ocorrido em Londres, é considerado um marco na medicina reprodutiva do país.
A paciente nasceu com uma condição rara que impede a formação de um útero funcional realidade que atinge cerca de uma em cada cinco mil mulheres no Reino Unido, segundo os pesquisadores envolvidos no estudo. Sem o órgão, não é possível engravidar e gestar naturalmente.
O caso faz parte do Estudo Investigativo do Reino Unido sobre Transplante de Útero (INSITU), programa aprovado pelas autoridades de saúde britânicas que prevê a realização de dez transplantes com úteros de doadoras falecidas. Este foi o primeiro procedimento do tipo dentro do projeto.
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COMO O PROCEDIMENTO FOI REALIZADO
O transplante aconteceu em 2025 e durou pouco menos de sete horas. Diferentemente de outros órgãos, o útero não integra automaticamente o registro tradicional de doadores do NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico). Para esse tipo de doação, é necessário consentimento específico da família.
Foto: Reprodução
No caso, os parentes da doadora já haviam autorizado a doação de outros órgãos e também concordaram com a participação no programa de pesquisa. Em nota, a família declarou sentir orgulho pelo legado deixado.

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Após a cirurgia, a paciente passou por fertilização in vitro (FIV) e pela transferência de embrião em uma clínica de fertilidade em Londres. A gestação foi acompanhada por equipes especializadas até o parto, que ocorreu sem complicações. O bebê nasceu saudável.
UM AVANÇO NA MEDICINA REPRODUTIVA
O nascimento é resultado de mais de 25 anos de estudos sobre transplante uterino. Embora os transplantes de órgãos sejam procedimentos consolidados, a utilização do útero ainda é considerada experimental.
Segundo os pesquisadores, o transplante uterino é atualmente a única alternativa médica que permite a mulheres sem útero gestar e dar à luz o próprio filho, além de opções como adoção ou barriga de aluguel.
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A cirurgiã Isabel Quiroga, co-líder da equipe, afirmou que o resultado representa um passo importante para mulheres que desejam formar uma família, mas enfrentam infertilidade uterina. Para ela, o sucesso do caso reforça a esperança de que o procedimento possa se tornar mais acessível no futuro.