Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva indicavam como medicação deveria ser usada em áudios e cobravam adicional noturno para auxiliar em procedimentos, afirma delegada
Duas mulheres foram presas na quarta-feira (22) suspeitas de vender medicamentos abortivos por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Mulheres Unidas”, no Rio de Janeiro. Priscilla Fernanda Monteiro de Souza, de 43 anos, e Nayara Pereira Silva, de 32, também são acusadas de orientar as interessadas sobre o uso dos medicamentos por meio de áudios.
Segundo a delegada Mônica Areal, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, as suspeitas ainda cobravam um valor adicional para acompanhar os procedimentos durante a madrugada. A investigação começou após uma mulher denunciar que teria sido lesada ao tentar comprar o medicamento.
Durante a apuração, os investigadores descobriram que as suspeitas orientavam mulheres a utilizar doses elevadas do medicamento sem qualquer acompanhamento ou respaldo médico. O preço cobrado variava de acordo com o tempo de gestação e podia chegar a R$ 2.120.
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A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu medicamentos, celulares e uma máquina de cartão. Priscilla foi localizada em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, enquanto Nayara foi presa em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As duas não resistiram à prisão.
O material apreendido pela polícia
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O grupo de WhatsApp que, segundo a investigação,
era usado pelas suspeitas (Foto: Reprodução)
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De acordo com a investigação, as suspeitas afirmaram em depoimento que agiam com o objetivo de obter dinheiro. A polícia agora apura a possível participação de outras pessoas de diferentes estados no esquema. Após os procedimentos legais, as duas devem ser encaminhadas para o sistema prisional.