Pesquisa da Universidade de Staffordshire analisou 128 anúncios e identificou sinais de deterioração microbiana, além de falhas nas regras de transporte internacional
Restos humanos e animais mumificados estão sendo anunciados e vendidos pela internet, mas o comércio de peças consideradas históricas pode esconder riscos significativos à saúde, segundo pesquisadores. Um estudo da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, analisou anúncios e listagens de leilões online e encontrou sinais de possíveis contaminações.
A pesquisa examinou 128 anúncios e identificou diferentes tipos de restos mumificados, incluindo partes do corpo humano. Em alguns casos, os materiais eram manipulados sem equipamentos de proteção, enquanto as orientações oferecidas pelos vendedores sobre armazenamento e manuseio eram consideradas insuficientes.
Um dos principais riscos apontados pelos cientistas é a presença de fungos, que podem permanecer dormentes durante longos períodos e liberar esporos quando o material é movimentado. Entre os microrganismos de preocupação está o Aspergillus, associado a infecções que podem ser graves, especialmente em pessoas vulneráveis.
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As múmias também podem carregar substâncias tóxicas utilizadas em processos antigos de embalsamamento, como arsênio, mercúrio e chumbo. O problema não estaria apenas na compra e manipulação das peças, mas também no transporte, já que funcionários de empresas de entrega, correios e alfândegas podem entrar em contato com materiais potencialmente contaminados.
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Diante dos riscos, os pesquisadores defendem regras mais rígidas para a comercialização e o transporte desses restos, além de maior fiscalização das plataformas de venda. O alerta é especialmente importante porque a aparência preservada de uma múmia pode transmitir uma falsa sensação de segurança — mesmo depois de séculos, o material ainda pode representar perigo.