Grandes revisões científicas mostram que a musculação reduz de forma consistente os sintomas da depressão
A musculação vem ganhando destaque não apenas pelos benefícios estéticos, mas também pelo impacto positivo na saúde mental. Grandes revisões científicas indicam que o treinamento de força ajuda a reduzir de forma consistente os sintomas da depressão, tornando-se uma importante aliada no tratamento da doença.
Uma análise publicada na revista científica BMJ, que reuniu 218 estudos com mais de 14 mil participantes, mostrou que a musculação está entre as atividades físicas mais eficazes para combater a depressão, ao lado da caminhada, corrida e yoga. Além da eficácia, os pesquisadores destacaram que o treino de força apresenta alta adesão, fator considerado essencial para que os benefícios sejam mantidos ao longo do tempo.
Os efeitos vão além da sensação de bem-estar após o exercício. Durante a prática, o organismo aumenta a produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, substâncias ligadas à regulação do humor. Também há maior liberação do BDNF, proteína que estimula a formação de novas conexões entre os neurônios, além da redução de processos inflamatórios associados à depressão.
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Pesquisas recentes também apontam que os músculos funcionam como verdadeiros "órgãos de comunicação". Ao se contraírem, liberam moléculas chamadas mioquinas, capazes de enviar sinais ao cérebro e influenciar diretamente a saúde mental, reforçando a importância da atividade física para o equilíbrio do organismo.
Especialistas ressaltam, no entanto, que a musculação não substitui tratamentos médicos, como antidepressivos ou psicoterapia, quando eles são necessários. O exercício deve ser visto como um complemento, capaz de potencializar os resultados e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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Outro ponto importante é que não é preciso passar horas na academia para colher os benefícios. Estudos mostram que duas ou três sessões semanais, com evolução gradual da carga, já são suficientes para promover ganhos significativos, desde que a prática seja regular e acompanhada por um profissional.