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Musk chama Reino Unido de ?fascista? em meio a polêmica com fotos de IA sexualizadas
Foto: Reprodução

Elon Musk acusou o governo do Reino Unido de ser “fascista” depois que o país intensificou as ameaças de bloquear a rede social X devido a imagens sexualizadas de mulheres e crianças geradas por sua ferramenta de inteligência artificial, o Grok. Após o escândalo envolvendo as fotos, a Indonésia, por exemplo, anunciou a suspensão temporária do Grok.

 

Ao responder um gráfico que supostamente mostrava que o Reino Unido tinha o maior número de prisões no mundo por comentários em redes sociais, Musk publicou: “Por que o governo do Reino Unido é tão fascista?”.

 

Em publicações separadas, horas antes, o bilionário afirmou que o Reino Unido queria “suprimir a liberdade de expressão” e se referiu ao país como uma “ilha-prisão”.

 

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O X tornou-se um dos principais sites com imagens geradas por IA que despem pessoas sem consentimento, segundo análises, com milhares de registros por hora em um único dia nesta semana. O órgão regulador do Reino Unido, responsável por reportar às autoridades policiais material online de abuso sexual infantil, afirmou ter encontrado imagens “criminosas” na dark web que teriam sido supostamente geradas pelo Grok.

 

As imagens retratam meninas entre 11 e 13 anos em cenas “sexualizadas e com os seios à mostra” e atingem o patamar necessário para ação das autoridades, segundo a Internet Watch Foundation. A xAI opera o Grok e a plataforma X.

 

No início desta semana, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, prometeu agir, exigindo que o X, de Musk, “se organize urgentemente” em relação às imagens sexualizadas. Na quinta-feira, a Comissão Europeia anunciou imposição de uma medida cautelar ao X por conta do escândalo relacionado às imagens.

 

Após a onda de críticas, o Grok respondeu na sexta-feira que a geração e edição de imagens agora serão reservadas para assinantes pagos. Essa desativação limitada gerou indignação no Reino Unido, um dos países mais críticos de Musk.

 

A medida "simplesmente transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium" e constitui "um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual", denunciou um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

 

A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, afirmou em comunicado na sexta-feira que o regulador de mídia Ofcom deve usar “todos os seus poderes legais” e alertou que o governo poderia “bloquear o acesso aos serviços no Reino Unido caso se recusem a cumprir a lei britânica”.

 

Penalizar o X, no entanto, pode provocar a ira do governo Trump, que já havia ameaçado retaliações contra a União Europeia, entre outros, por seus esforços para conter as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Ainda assim, o vice-primeiro-ministro David Lammy disse que discutiu o tema no início desta semana com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que expressou preocupação com a forma como a tecnologia estava sendo utilizada.

 

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“Acho que ele reconheceu a enorme seriedade com que imagens de mulheres e crianças podem ser manipuladas dessa forma, e reconheceu o quão desprezível e inaceitável isso é, e considerei sua postura compreensiva em relação a essa posição”, disse Lammy ao jornal The Guardian após sua viagem a Washington. “E, de fato, voltamos a conversar hoje sobre essa questão muito séria.”

 

Fonte: O Globo 

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