Entre as iniciativas já em andamento, a secretária citou a criação de espaços de cuidado para filhos e filhas de mulheres que estudam ou trabalham à noite, além da reedição do programa Trabalho Doméstico Cidadão, lançado no primeiro governo do presidente
A secretária nacional da Política de Cuidados e Família, Laís Abramo, defendeu na terça-feira, 30/9, a promoção de avanços e a implementação efetiva da Política Nacional de Cuidados, especialmente para as mulheres. A fala ocorreu durante painel na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.
Durante o debate, as palestrantes ressaltaram o papel central das mulheres nos cuidados e reforçaram a necessidade de políticas públicas que valorizem e reduzam a sobrecarga das cuidadoras, garantindo autonomia, renda e apoio. Laís Abramo destacou que o objetivo da Política Nacional de Cuidados é enfrentar as desigualdades existentes no país.
“É transformar essa atual organização social dos cidadãos no Brasil, trazendo para o campo da política pública o cuidado relacionado às atividades da vida diária”, afirmou. Entre as iniciativas já em andamento, a secretária citou a criação de espaços de cuidado para filhos e filhas de mulheres que estudam ou trabalham à noite, além da reedição do programa Trabalho Doméstico Cidadão, lançado no primeiro governo do presidente Lula.
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Márcia Lopes Ministra das Mulheres
Segundo ela, também está em desenvolvimento um processo de formação profissional para trabalhadoras domésticas, em parceria com institutos federais, que será ampliado para todo o país. Outro ponto de destaque foi a atenção ao público idoso, com políticas que assegurem qualidade de vida e, ao mesmo tempo, aliviem a carga das cuidadoras.
CONFERÊNCIA
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Secretária nacional da Política de Cuidados e Família, Laís Abramo
O encontro marcou a retomada do principal espaço de participação social dedicado à igualdade de gênero e à democracia participativa, reunindo mais de quatro mil mulheres de todas as regiões do Brasil entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro.
A programação inclui debates sobre enfrentamento às desigualdades sociais, econômicas e raciais, fortalecimento da participação política das mulheres, combate à violência de gênero, políticas de cuidado e autonomia econômica, além da articulação entre governo e sociedade civil.
VOZ DA AMAZÔNIA
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Maria Santana Souza, jornalista idealizadora do Portal Mulher
Amazônica e do Ela Podcast (Foto: Aquivo pessoal)
A idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, Maria Santana, reforçou a importância da união entre mulheres na luta pela igualdade:
“Sabemos que a luta pela igualdade de gênero não é nova. É uma jornada longa, cheia de desafios, mas também repleta de vitórias que nos inspiram. E quero dizer algo que acredito profundamente: a mudança não depende apenas de leis ou políticas públicas — embora elas sejam essenciais. Depende também de nós, das nossas atitudes, do modo como nos vemos e valorizamos umas às outras.
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Vozes femininas no Aamzonas em defasa das causas das mulheres
Nesse sentido, defendo a substituição da competitividade pelo apoio, fortalecendo redes que multiplicam vozes e geram um ciclo positivo: uma mulher ajudada torna-se ajudadora, uma respeitada passa a respeitar e uma admirada inspira outras a crescer. Defendo que a união entre as mulheres deve ser baseada em empatia e valores comuns, sem que barreiras sejam criadas entre nós por medo ou insegurança.
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Quando nos apoiamos, quando levantamos as que estão atrás, fortalecemos nossas redes, multiplicamos vozes. Porque uma mulher ajudada torna-se ajudadora; uma mulher respeitada passa a respeitar; uma mulher admirada inspira outras a buscar ser melhor. Esse ciclo é o que faz a diferença — não só para cada uma de nós isoladamente, mas para todas nós, como comunidade amazônica, como país.”
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Fotos: Reprodução
A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres mostrou que o caminho para a igualdade de gênero passa pela construção de políticas públicas efetivas, mas também pelo fortalecimento da solidariedade e do apoio mútuo entre as mulheres. A união entre vozes diversas, vindas de todas as regiões do Brasil, reafirma que a transformação social só será possível quando o cuidado, a dignidade e a equidade forem reconhecidos como direitos de todas.
Fonte:Portal Mulher Amazônica