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Na abertura da COP30, Brasil pede mais investimentos em clima e menos em guerras
Foto: Reprodução

Entidades apontam que, com boa vontade do governo, 29 terras indígenas poderiam ser demarcadas durante a conferência

No discurso de abertura da COP30 – a trigésima conferência de países ligados à Convenção do Clima das Nações Unidas –, na capital paraense, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva criticou os investimentos globais em guerras superiores aos destinados e necessários para conter a crise climática.

 

“Se os homens que fazem guerra estivessem aqui iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1 bilhão para acabar com o problema climático do que colocar US$ 2 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, destacou.

 

Conforme entidades como o Sipri (sigla em Inglês do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo), os gastos militares globais somaram o recorde de US$ 2,7 trilhões ano passado – representando um aumento de 9,4% sobre o valor de 2023 – sobretudo por guerras como Rússia-Ucrânia e no Oriente Médio.

 

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Enquanto isso, demandas financeiras para conter a crise climática global apontam que os investimentos precisam ser de US$ 1,3 trilhão anuais, até 2035. O mapa – não detalhado – para levantar a bolada inclui mais doações e financiamento de baixo custo, renegociações de dívidas e investimentos públicos e privados diretos.

 

Lula igualmente destacou compromissos adotados pelo Brasil e outros países na Cúpula de Líderes, antes da COP30, como inspiradores das negociações e decisões que ganharão forma nas duas semanas da Conferência, um momento decisivo para reforçar a ação global contra as mudanças climáticas.

 

COP30: Lula pede mais investimentos em clima, menos em guerra

Foto: Reprodução

 

Os acordos incluem temas como manejo integrado do fogo, direito à posse da terra por povos indígenas e tradicionais, quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis, criar uma coalizão sobre mercados de carbono, alinhar a ação climática ao combate à fome e à pobreza e agir contra o racismo ambiental.

 

O presidente brasileiro também ressaltou que a desinformação é parte das causas que atrasam e limitam não só o financiamento, mas também medidas de adaptação climática e de transição energética para limitar o aquecimento global médio à 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

 

“É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas”, disse. “Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo”.

 

Além disso, o presidente propôs a criação de um conselho global do clima, vinculado à Assembléia Geral das Nações Unidas, e pediu mais atenção à adaptação, a preparação aos impactos da crise nas cidades, no campo e até em áreas protegidas – comumente mais severos sobre pobres, mulheres e afrodescendentes.

 

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“O impacto desproporcional da mudança do clima deve ser levado em conta na política de adaptação”, ressaltou. “A emergência climática expõe a crise de desigualdade. Mudar por escolha nos dá a chance de um futuro que não é ditado pela tragédia”. Sobre isso, o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, analisou que países desenvolvidos, já com estrutura social e econômica consolidada, encaram a transição de forma diferente dos países em desenvolvimento, que ainda constroem “tudo ao mesmo tempo”. 

 

Fonte: O Eco

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