Presidente dedica final de seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU para falar da proximidade das eleições e do risco de retrocesso com vitória de adversário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou sua passagem por Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU e também abordar temas que fazem parte da campanha eleitoral brasileira. Em meio à disputa pela Presidência, Lula reforçou a defesa da soberania nacional, criticou possíveis interferências externas nas eleições e destacou o sistema eletrônico de votação.
Antes do discurso, em entrevista à CNN Internacional, Lula afirmou estar preocupado com os rumos da eleição e declarou que os brasileiros terão de fazer uma escolha entre diferentes projetos para o país. O presidente também disse estar confiante no sistema eleitoral brasileiro e afirmou que espera conquistar um novo mandato.
A possibilidade de interferência estrangeira aparece entre as preocupações da campanha de Lula. Segundo informações divulgadas antes do discurso, o presidente pretendia abordar o tema de maneira indireta, defendendo que outros países não devem interferir nas decisões políticas brasileiras. A preocupação ocorre em meio às declarações de autoridades dos Estados Unidos e à aproximação de Donald Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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Além da eleição, Lula tratou de assuntos internacionais durante sua participação na ONU. Entre os temas estão a reforma do Conselho de Segurança, o fortalecimento do multilateralismo, a redução da pobreza, os conflitos armados e a defesa da soberania dos países. O presidente também voltou a defender mudanças na estrutura das Nações Unidas diante do aumento das guerras e das dificuldades para a atuação diplomática.
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A participação na Assembleia Geral ocorre durante uma pausa de 48 horas na agenda eleitoral de Lula. O presidente também se reuniu com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e tinha previsão de retornar ao Brasil após os compromissos na ONU. O discurso, além de tratar da política externa, ocorre em um momento em que a eleição brasileira já ocupa espaço nas declarações de Lula e de seus adversários.