Helda Castro é presidente do movimento Nação Mestiça, ela enfatiza que questões como impactos ambientais, segurança dos trabalhadores e repartição justa dos benefícios são pautas centrais para o movimento
O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça) realizou recentemente uma reunião na Vila de Urucurituba, em Autazes, para debater a instalação da empresa Potássio do Brasil, responsável pelo Projeto Potássio Autazes. O empreendimento, que teve seu processo de licenciamento destravado após 15 anos, é considerado um marco na economia do Amazonas e promete transformar a região com investimentos em infraestrutura, geração de empregos e benefícios para a população local.
A presidente da Nação Mestiça é Helderli Fideliz Castro de Sá Leão Alves, mais conhecida como Helda Castro. Em 2010, Helda participou como uma das 38 pessoas selecionadas para a Audiência Pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal para debater o sistema de cotas raciais na Universidade de Brasília e em 2023 se pronunciou na CPI das ONGs, do Senado Federal, onde falou sobre pressões para fazer população mestiça passar a se declarar índia.
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Dado o compromisso da Nação Mestiça com o desenvolvimento sustentável e o respeito ao povo Mestiço, grupo étnico nativo reconhecido pelo Estado do Amazonas, pelo município de Autazes e por outros Estados e municípios brasileiros, Helda Castro e a organização estão acompanhando de perto a implantação do projeto de potássio, buscando garantir que benefície também o povo Mestiço.
Na última segunda-feira, 8 , o governador Wilson Lima entregou a primeira licença ambiental para a instalação do projeto, viabilizando a construção da Mina de Silvinita, que será a maior do Brasil. Durante a fase de instalação, serão criados 2,6 mil empregos diretos, e quando a mina estiver em plena operação, estima-se a geração de mais de 17 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
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Wilson Lima entrega licença de instalação
para exploração do potássio em Autazes
“O Governo do Amazonas está destravando um processo que estava em andamento há 15 anos e estabelecendo um novo marco na economia do estado”, destacou o governador. Segundo ele, a atividade mineradora trará avanços em saneamento, abastecimento de água, asfaltamento de ramais, educação e saúde, melhorando a qualidade de vida da população local, incluindo as comunidades indígenas e ribeirinhas.
O projeto da Potássio do Brasil prevê a produção de cloreto de potássio, um insumo fundamental para a produção de fertilizantes. Com a mineração no Amazonas, o Brasil poderá reduzir sua dependência da importação do minério, atendendo 20% da demanda nacional e fortalecendo a produção agrícola.
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Cidade de Autazes, no Amazonas
Além da mineração, a empresa anunciou investimentos na construção de uma linha de transmissão de energia de 165 km, beneficiando diversas comunidades. Também será reconstruída uma estrada de 12 km entre a Vila de Urucurituba e Lago do Soares e construído um porto de grande porte para facilitar o transporte do minério.
A Potássio do Brasil já iniciou trabalhos preliminares, como a perfuração de poços para coleta de água potável, beneficiando diretamente os moradores locais. Também estão em andamento contratações de trabalhadores para as obras, impulsionando a economia regional com oportunidades de emprego.
POSICIONAMENTO DO NAÇÃO MESTIÇA

Diante desse cenário de transformação econômica, o Nação Mestiça se posiciona como um ator fundamental na defesa dos direitos do povo Mestiço local. A organização acompanha de perto a implementação do projeto, buscando garantir que os benefícios prometidos sejam cumpridos e que o desenvolvimento ocorra de forma sustentável, respeitando as comunidades do povo Mestiço de Autazes, cujo território, por lei, foi reconhecido como da etnia mestiça.
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Helda Castro é presidente do movimento
Nação Mestiça (Fotos: Nação Mestiça)
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A entidade reforça a importância de transparência, diálogo e participação popular nas decisões que afetam diretamente os moradores de Autazes. Questões como impactos ambientais, segurança dos trabalhadores e repartição justa dos benefícios são pautas centrais para o movimento. Com a licença ambiental concedida e o início das obras autorizado, a chegada da mineração em Autazes marca um novo momento para o Amazonas, trazendo oportunidades, desafios e a necessidade de um acompanhamento atento por parte da sociedade civil.
Fonte: Portal Mulher Amazônica