Segundo hepatologista, café, banho gelado ou chás detox não aceleram o metabolismo do álcool — o único fator determinante é o tempo
Depois de exagerar na bebida, muita gente procura soluções milagrosas para “limpar” o fígado. Mas, de acordo com o hepatologista Arthur Nobre, não existe nada capaz de acelerar a eliminação do álcool pelo organismo.
PhD em gastroenterologia pela Universidade de São Paulo (USP), o médico é categórico: o fígado metaboliza o álcool por meio de enzimas específicas em um ritmo relativamente fixo. Em média, o corpo consegue processar cerca de uma dose padrão por hora.
“Não há substância, medicamento ou técnica que faça o fígado trabalhar mais rápido”, explica. Café forte, banho gelado, energéticos ou chás “detox” podem até dar sensação de alerta, mas não interferem na metabolização do álcool. “A pessoa pode se sentir mais desperta, mas o álcool continua circulando e sendo eliminado no mesmo ritmo”, ressalta.
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O especialista também esclarece que o álcool não “fica parado” no fígado. Ele é processado e eliminado gradualmente, conforme a capacidade natural do organismo.
O QUE AJUDA A REDUZIR OS DANOS?
Embora não exista fórmula mágica, algumas atitudes podem diminuir o impacto do consumo:
Não beber em jejum
Intercalar cada dose alcoólica com água
Evitar misturar diferentes tipos de bebida
Fazer pausas e respeitar os próprios limites
Se houver exagero, a recomendação é simples: parar imediatamente de beber, hidratar-se, alimentar-se de forma leve e descansar.
Sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, confusão mental, sonolência excessiva, pele amarelada, urina muito escura ou mal-estar contínuo exigem avaliação médica.
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A principal mensagem do especialista é direta: não há atalhos. Quando se trata de eliminar o álcool do organismo, o tempo é o único aliado.