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Nasa dá 'primeiro passo' para Artemis III rumo à Lua em 2027; entenda
Foto: Reprodução

Agência espacial envia estágio central do foguete para o Kennedy Space Center

Após o sucesso do voo de teste da missão Artemis II, a Nasa deu um passo crucial para o retorno de astronautas à superfície lunar. Nesta segunda-feira, a agência realizou o "rollout" (saída da fábrica) do estágio central do foguete SLS (Space Launch System), que será o responsável por lançar a missão tripulada Artemis III, prevista para 2027.

 

O componente, que representa a maior seção do foguete, deixou as instalações da Unidade de Montagem de Michoud, em Nova Orleans, com destino ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O transporte marca um progresso significativo no cronograma da agência, que planeja realizar o primeiro pouso lunar tripulado em mais de 50 anos.

 

A operação envolveu o deslocamento dos quatro quintos superiores do estágio central — seção que abriga os tanques de hidrogênio e oxigênio líquidos — por meio de transportadores especializados até a balsa Pegasus. Ao chegar à Flórida, as equipes do Programa de Sistemas Terrestres de Exploração realizarão a integração vertical e o empilhamento dos componentes para o lançamento.

 

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- Ver este hardware do foguete SLS ser deslocado é um lembrete poderoso do nosso progresso - afirma Lori Glaze, administradora associada da Nasa.

 

— Esta é a espinha dorsal da Artemis III. Estamos um passo mais perto de testar as capacidades críticas necessárias para levar americanos de volta à Lua e, eventualmente, pavimentar o caminho para Marte — conta ao site da Nasa.

 

PODER DE PROPULSÃO

 

Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP


Com 64,6 metros de altura (212 pés), o estágio central completo operará por mais de oito minutos durante o voo, gerando cerca de 900 mil kgf (quilograma-força) de empuxo. Os tanques de propelente comportam mais de 2,7 milhões de litros de combustível criogênico para alimentar os quatro motores RS-25, impulsionando os astronautas a bordo da cápsula Orion rumo à órbita.

 

A construção do SLS é fruto de uma colaboração entre gigantes da indústria aeroespacial como a Boeing (responsável pelo design e montagem estrutural) e a L3Harris Technologies (fabricante dos motores RS-25)

 

Recentemente, diretrizes do administrador da Nasa, Jared Isaacman, permitiram a padronização da configuração do SLS, visando otimizar a produção e acelerar o programa Artemis.

 

O FUTURO DA EXPLORAÇÃO

 

Após 53 anos, missão histórica da Nasa marca retorno humano na órbita da Lua e testa futuro da corrida espacial — Foto: AFP

Fotos: Reprodução


A missão Artemis III testará capacidades fundamentais de acoplamento entre a Orion e naves comerciais, servindo de base para a missão Artemis IV em 2028. Atualmente, o SLS é o único foguete no mundo capaz de enviar a Orion, tripulação e suprimentos para a Lua em um único lançamento.

 

O objetivo da Nasa nesta nova "Era de Ouro" da exploração vai além da visita: a agência busca estabelecer uma presença humana duradoura na superfície lunar, colhendo benefícios econômicos e científicos que servirão de fundação para as futuras missões tripuladas ao Planeta Vermelho.

 

No último dia 10 de abril, a Artemis II conclui a mais importante viagem espacial tripulada em 5 décadas, em passo crucial para a exploração do cosmos.

 

Após dez dias de uma jornada acompanhada por bilhões de pessoas na Terra, a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico. Embora não tenha chegado ao solo lunar, a missão era considerada uma das mais importantes das últimas décadas para o retorno humano a nosso satélite natural, e para sua potencial ocupação permanente.

 

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— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes "verdes" (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.

 

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