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23/05/2021

Nasa deve instalar telescópios lunares para investigar o universo

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Foto: Fonte: Pixabay

Nasa estuda dois telescópios lunares

Se um telescópio fosse capaz de enxergar o universo mais de 13 bilhões de anos atrás, quando só existiam gases provenientes do Big Bang, o que ele veria? Se depender da NASA, esse mistério será decifrado em breve.

 

 Cientistas e astrônomos planejam instalar observatórios lunares já nos próximos anos e atualmente dois projetos estão em estudo: o Lunar Crater Radio Telescope - LCRT e o Farside Array for Radio Science Investigations of the Dark Ages and Exoplanets - FARSIDE.

 

Ambos projetos possuem algumas particularidades, mas, em suma, compartilham a mesma ambição: ser o primeiro telescópio instalado na lua – mais precisamente em seu lado escuro. Ao lado deles, está o fato de que já há missões partindo para lá, e elas poderiam levar os equipamentos necessários para a construção dos observatórios.

 

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NASA pretende instalar radiotelescópio no lado escuro da lua.

NASA pretende instalar radiotelescópio no lado escuro da lua.

 

Atualmente há um espectrômetro já construído, com lançamento previsto para o início de 2022, conhecido como Radiowave Observations at the Lunar Surface of the photoElectron Sheath - ROLSES. Ele vai estudar como a luz solar carrega a leve atmosfera lunar. O próximo passo é chegar ao lado escuro da lua.

 

"Essa ideia existe desde o início das missões tripuladas à lua, em 1960", disse, em entrevista ao site United Press International, Saptarshi Bandyopadhyay, técnico de robótica do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos. "Só agora temos a tecnologia robótica para fazer isso muito mais barato do que nunca – e temos muitas novas missões lunares planejadas", disse.

 

As missões lunares incluem uma série de rovers e landers que ajudarão a preparar a NASA e a lua para visitas humanas novamente, mas as missões também levarão equipamentos científicos, como os telescópios. A meta da agência espacial é levar pessoas à lua novamente em 2024, mas a agência ainda não recebeu o financiamento que solicitou ao Congresso.

 

Quando o financiamento estiver disponível, construir um telescópio em uma cratera lunar será mais simples do que construir uma estrutura semelhante na Terra, segundo Bandyopadhyay. "Suspender algo na lua é significativamente mais fácil porque a lua tem 1/6 da gravidade da Terra", explicou.

 

NASA estuda dois telescópios lunares

  

 

Lunar Crater Radio Telescope - LCTR


O projeto transformaria uma cratera lunar com cerca de meia milha de diâmetro – quase um quilômetro – em um observatório, construindo um receptor e estendendo uma tela metálica ao longo das paredes do buraco. Estudos indicam que os componentes podem ser transportados para a lua em uma única missão. O plano ousado já recebeu 500.000 dólares para estudos adicionais. Os cientistas da NASA propõem o uso de robôs ou rovers para implantar a malha.

 

Ilustração do projeto FARSIDE.

 

Farside Array for Radio Science Investigations of the Dark Ages and Exoplanets - FARSIDE
O projeto, que em português quer dizer algo como "Investigações de Radiociência da Idade das Trevas e Exoplanetas no lado distante" (com "Idade das Trevas" se referindo ao período astronômico em que não existiam estrelas) planeja estender fios e sensores por uma enorme área de 6 milhas de diâmetro – quase 10 quilômetros – no lado escuro da lua. A ideia também é implantá-los utilizando robôs.

 

Quem ganha?


Até agora, a NASA não decidiu qual dos dois observatórios lunares funcionaria melhor, ou se ambos seriam necessários, disse, na mesma entrevista, Jack Burns, principal investigador do FARSIDE e professor de astrofísica na Universidade de Colorado em Boulder, nos Estados Unidos. A NASA acredita que ambas propostas poderiam ser realizadas com meros milhões de dólares, em comparação com os bilhões que esses telescópios poderiam custar aqui na Terra.

 

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Para Burns, um radiotelescópio no outro lado da lua ficaria tão isolado da luz e da radiação da Terra que poderia captar ondas de rádio de baixa frequência que sobraram do "amanhecer do universo". Então, caso a NASA consiga levar ao menos um dos projetos em frente, quem deve ganhar é a humanidade – em forma de conhecimento.

 

Fonte: Tecmundo

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