Agência americana sofreu cortes orçamentários após Trump retornar à Casa Branca
A agência espacial americana (Nasa) confirmou sua contribuição para o rover europeu Rosalind Franklin, cujo lançamento está previsto para 2028, após repetidos adiamentos, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA) nesta quarta-feira. O rover pretende ser o primeiro em Marte capaz de perfurar até dois metros abaixo da superfície para buscar sinais de vida.
No entanto, a missão depende de diversos elementos fornecidos pela Nasa, agência que sofreu severos cortes orçamentários desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, retornou à Casa Branca em janeiro. O diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, afirmou ter recebido "uma carta da Nasa confirmando a contribuição" da agência americana para a missão.
"Esta é uma boa notícia", disse Aschbacher à margem da reunião do conselho ministerial da ESA, realizada esta semana em Bremen, na Alemanha.
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Blue Origin, de Jeff Bezos, lança missão da Nasa a Marte e alcança marco técnicoA missão estava originalmente programada para ser lançada em 2020, mas sofreu diversos contratempos. Em 2022, o projeto foi suspenso depois que a ESA encerrou sua cooperação com a Rússia — principal parceira do projeto — após a invasão da Ucrânia por Moscou. A ESA então buscou auxílio dos Estados Unidos.
Aschbacher explicou que a Nasa contribuirá com três elementos para a missão: o veículo de lançamento, a unidade de aquecimento por radioisótopos e o motor de frenagem. O motor de frenagem já havia sido confirmado há algum tempo, mas os outros dois componentes são um alívio para a ESA.
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A Nasa também fornecerá "um instrumento para analisar vestígios de possível vida em Marte", acrescentou Aschbacher. O rover, batizado em homenagem à cientista britânica Rosalind Franklin, tem previsão de pousar na superfície marciana em 2030.
Fonte: O Globo