Descoberta reforça que o planeta já teve água abundante por milhões de anos
Cientistas da NASA identificaram um antigo sistema fluvial escondido abaixo da superfície de Marte, ampliando as evidências de que o planeta já teve um passado muito mais úmido do que se imaginava.
A descoberta foi feita com a ajuda do rover Perseverance, que detectou um delta enterrado sob a região já analisada na Cratera Jezero. Deltas são formações criadas quando rios depositam sedimentos ao desaguar em lagos ou mares.
O achado foi possível graças ao instrumento RIMFAX, que funciona como um tipo de “ultrassom” do solo. Ele envia ondas para o subsolo e permite mapear camadas de rocha e estruturas ocultas, revelando formações antigas preservadas abaixo da superfície.
Veja também

Internet lenta? Veja truques simples para acelerar sua conexão sem mexer no roteador
China cria bolha gigante para conter poeira e barulho em canteiro de obras. VEJA VÍDEO
Durante a missão, foram realizadas cerca de 80 travessias entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024, cobrindo uma área de aproximadamente 6 quilômetros e alcançando profundidades superiores a 35 metros.
A análise dos dados revelou camadas inclinadas e padrões típicos de sedimentos transportados por água, confirmando a existência de um sistema fluvial antigo. Segundo os pesquisadores, isso indica que a água não esteve presente em Marte apenas por um curto período, mas sim por milhões de anos, formando diferentes ambientes aquáticos.
O estudo, liderado por cientistas da Universidade da Califórnia, foi publicado na revista Science Advances e reforça a hipótese de que Marte já teve condições favoráveis à vida.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Como os deltas são locais propícios para preservar vestígios de vida antiga, como moléculas orgânicas e possíveis bioassinaturas, os pesquisadores agora pretendem aprofundar as análises para entender melhor o passado “aquático” do planeta vermelho.