Foto da Terra tirada a partir da missão Artemis II
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e a Nasa registraram, nos últimos dias, uma sequência de fortes erupções solares, incluindo uma explosão de classe X1.1, considerada uma das mais intensas da escala. O fenômeno foi acompanhado por ejeções de massa coronal em direção à Terra, elevando o risco de interferências em sistemas de comunicação, navegação e redes elétricas.
Segundo os órgãos norte-americanos, tempestades solares de intensidade moderada eram esperadas para esta sexta-feira (3). Esses eventos são classificados em uma escala que vai de G1, o nível mais fraco, até G5, o mais extremo. A previsão aponta para tempestades de categoria G2, suficientes para provocar impactos pontuais em equipamentos tecnológicos e aumentar a possibilidade de auroras boreais em regiões do hemisfério norte.
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A erupção de classe X1.1 foi registrada na última terça-feira (30). As explosões da classe X representam o nível mais elevado de intensidade, e a numeração indica a força específica do evento. Esse tipo de atividade pode afetar sinais de rádio de alta frequência, sistemas de navegação por satélite, redes de energia e até aumentar a exposição de astronautas à radiação solar.
Embora erupções solares ocorram regularmente, especialistas destacam que uma sequência de eventos da classe X em um intervalo curto é incomum. Por isso, os fenômenos vêm sendo monitorados continuamente por observatórios da Nasa e pela NOAA para avaliar possíveis efeitos sobre a Terra.
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As erupções fazem parte do ciclo natural de atividade do Sol, que dura, em média, 11 anos. Durante esse período, o campo magnético da estrela passa por uma inversão, aumentando a ocorrência de manchas solares e explosões de alta energia. Essas observações ajudam cientistas a prever possíveis impactos da atividade solar sobre satélites, sistemas tecnológicos e a infraestrutura terrestre.