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Nasa revela que El Niño está deixando o Oceano Pacífico mais azul e explica o fenômeno
Foto: NASA

Imagens de satélite mostram alterações na coloração das águas provocadas pelo aquecimento do oceano e pela redução de organismos microscópicos essenciais à vida marinha.

 A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa) identificou mudanças na coloração das águas do Oceano Pacífico provocadas pelo fenômeno climático El Niño. Imagens captadas por satélites mostram que determinadas regiões do oceano estão ficando mais azuis, resultado de alterações na temperatura da água e na quantidade de organismos microscópicos presentes no ambiente marinho.

 

O fenômeno ocorre devido ao aquecimento acima do normal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Essa elevação da temperatura modifica a circulação oceânica e interfere na distribuição de nutrientes, provocando consequências que vão além das mudanças climáticas e atingem diretamente os ecossistemas marinhos.

 

De acordo com a Nasa, o aquecimento das águas reduz a chegada de correntes frias e ricas em nutrientes à superfície. Esse processo, conhecido como ressurgência, é fundamental para a sobrevivência do fitoplâncton, conjunto de organismos microscópicos que realiza fotossíntese e constitui a base da cadeia alimentar dos oceanos.

 

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Com a diminuição dos nutrientes disponíveis, a concentração de fitoplâncton também pode cair. Esses organismos possuem clorofila, pigmento responsável por absorver a luz solar e que influencia a coloração da água. Quando sua presença diminui, o oceano pode apresentar tonalidades mais intensas de azul, mudança que pode ser identificada por instrumentos instalados em satélites.

 

As alterações foram observadas por equipamentos da missão PACE, da Nasa, desenvolvida para estudar os oceanos, a atmosfera e os ecossistemas terrestres. Os instrumentos permitem acompanhar pequenas variações na cor da água e identificar mudanças na distribuição de organismos marinhos ao longo do tempo.

 

A redução do fitoplâncton preocupa os cientistas porque esses organismos sustentam grande parte da vida oceânica. Peixes, crustáceos e outras espécies dependem direta ou indiretamente dessa fonte de alimento. Por isso, mudanças em sua quantidade podem provocar efeitos em diferentes níveis da cadeia alimentar, afetando também aves e mamíferos marinhos.

 

Além dos impactos ambientais, o El Niño influencia o clima em diversas regiões do planeta. O fenômeno altera os padrões de circulação atmosférica e pode provocar períodos de seca em determinadas áreas e chuvas mais intensas em outras. No Brasil, seus efeitos costumam incluir aumento das precipitações no Sul e redução das chuvas em partes das regiões Norte e Nordeste.

 

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O monitoramento realizado pela Nasa permite compreender melhor a relação entre o aquecimento dos oceanos, a biodiversidade marinha e as mudanças nos padrões climáticos. Os cientistas destacam que acompanhar a coloração das águas é uma ferramenta importante para identificar transformações ambientais e avaliar os possíveis impactos do El Niño sobre os ecossistemas do planeta.

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